Marcello Casal Jr. - Agência Brasil/Divulgação
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Em cerimônia oficial, restos mortais de Jango são recebidos em Brasília

Presidente Dilma Rousseff, ex-presidentes da República e familiares participaram da recepção do corpo de João Goulart, deposto do cargo em 1964

Atualizado às 12h49, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2013 | 12h29

Com honras de chefe de Estado, os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram recebidos em cerimônia na Base Aérea de Brasília, nesta quinta-feira, 14. A recepção foi feita pela presidente Dilma Rousseff, além de ministros e autoridades.

Momentos antes, Dilma declarou em seu perfil no Twitter que a homenagem é um "encontro do Brasil com a sua história". Os restos mortais chegaram em um avião da FAB, vindo de Santa Maria (RS). Nessa quarta, 13, o corpo de Jango foi exumado, após um processo de 18 horas de trabalho realizado no Cemitério Jardim da Paz, em São Borja (RS), por peritos brasileiros, argentinos, uruguaios e um especialista cubano.

Durante a cerimônia, foi executado o hino nacional e houve uma salva de 21 tiros, em cumprimento a honras militares. Familiares de Jango e os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor de Mello também estavam presentes. Ao final, Dilma entregou a Bandeira Nacional que cobriu a urna à viúva de João Goulart e ex-primeira-dama, Maria Thereza Fontella Goulart.

Jango morreu na Argentina, em 1976, vítima, segundo atestado de óbito, de um ataque cardíaco. Na ocasião da morte, não foi realizada uma autópsia. A pedido da família, no entanto, o corpo foi exumado em razão das suspeitas de que ele tenha sido envenenado por agentes da Operação Condor, espécie de consórcio formado entre governos militares sul-americanos para repressão e eliminação de opositores políticos.

A exumação foi decidida no mês passado, em trabalho coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Não há prazo para divulgação do laudo conclusivo.

João Goulart foi deposto por um golpe militar em março de 1964, depois de dois anos e meio no cargo. Nessa quarta, senadores apresentaram um projeto de resolução que pede a anulação do ato que destituiu Goulart da Presidência. / Colaborou Agência Estado

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