Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em carta, petista fala em 'melhorar' o futebol

No dia seguinte à derrota para a Holanda por 3 a 0, resultado que deixou o Brasil em 4.º lugar no Mundial, a presidente Dilma Rousseff divulgou carta aos jogadores. Ela aproveitou a mensagem para, de novo, defender mudanças no esporte, "dentro e fora dos estádios" e exaltou a realização da Copa no País.

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2014 | 02h02

"Nós, brasileiros, não levamos a taça, mas fizemos a Copa das Copas", disse a presidente ontem na correspondência endereçada aos "queridos jogadores e querida comissão técnica".

Dilma diz no texto que "o que permanecerá mais forte no coração do nosso povo serão os momentos de alegria que vocês nos proporcionaram nesta Copa e que, seguramente, irão nos garantir em Copas futuras. Principalmente porque todos nós, sem exceção, saberemos aproveitar as lições de agora para melhorar ainda mais o nosso futebol, dentro e fora dos estádios".

A defesa da presidente por mudanças estruturais no futebol foi feita após a goleada sofrida pelo Brasil (7 a 1) na semifinal da Copa para a Alemanha.

Dilma sugeriu a criação de mecanismos para impedir a saída de jogadores do País com menos de 19 anos e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a falar em "intervenção indireta" na organização das competições e na gestão dos clubes.

A proposta gerou críticas do candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, que acusou a petista de tentar criar uma "Futebrás". Anteontem, Dilma usou o Twitter para rebater Aécio e afirmou que "o governo não quer comandar o futebol, pois ele não pode, nem deve ser estatal".

Dilma, porém, vai insistir no tema. Na sexta-feira ela recebe representantes do Bom Senso Futebol Clube, movimento que reúne jogadores que reivindicam melhores condições de trabalho para os atletas.

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