Em carta para Dilma, Negromonte diz ser vítima de 'campanha difamante'

Ex-ministro das Cidades, que se demitiu nesta quinta, afirmou que sua vida foi vasculhada e 'nenhuma ilegalidade foi encontrada'; para ele, gestão 'foi marcada pela transparência'

Sandra Manfrini, de O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2012 | 18h20

BRASÍLIA - Na carta enviada nesta quinta-feira, 2, à presidente Dilma Rousseff, o ministro da Cidades, Mário Negromonte, afirma ser vítima de "uma campanha que se pretendeu difamante e que o tempo vem provando infundada, sem consistência, sem conteúdo". Segundo ele, "nessa verdadeira guerra pelo poder, parte da mídia reproduziu denúncias vazias, de forma agressiva e insistente".

 

"A gestão do Ministério das Cidades e minha vida pessoal foram vasculhadas e nenhuma ilegalidade foi encontrada, não respondo a nenhum processo", destaca o ministro na carta em que anunciou sua saída do governo. Ele afirma que, no âmbito das disputas políticas, a experiência vivenciada foi exaustiva. "Enfrentamos ataques constantes, promovidos por adversários interessados em desestabilizar nossa permanência no Ministério das Cidades, que notoriamente desperta muito interesse pela importância dessa Pasta".

 

Negromonte agradece à presidente Dilma por ter feito parte de seu governo e diz que fez o "que foi possível, dentro do quadro de restrição financeira e disputas políticas, que tornaram ainda mais difícil o já exigente exercício da gestão pública federal".

 

O ministro afirma ainda que sua gestão "foi marcada pela transparência, pela seriedade e pela dedicação" ao governo Dilma. "Todos os projetos que a senhora nos delegou, ao nos confiar a Pasta das Cidades, foram desenvolvidos atentamente em consonância com os outros Ministérios do governo e seguindo o ritmo permitido pela liberação orçamentária do Governo Federal", diz Negromonte na carta.

Tudo o que sabemos sobre:
Negromontedemissãocorrupçãodefesa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.