Em carta, Mares Guia diz que acusação é 'improcedente'

Na carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que pede afastamento da chefia do Ministério das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia nega a acusação de que está envolvido no o suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos nas eleições de 1998, o chamado mensalão mineiro. "A acusação é injusta e improcedente e isso ficará provado no curso do processo", afirmou na carta divulgada hoje pelo Palácio do Planalto. A denúncia foi apresentada hoje pelo procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, no Supremo Tribunal Federal (STF). Mares Guia afirmou que no único depoimento prestado à Polícia Federal (PF), em março de 2006, não foi perguntado sobre desvio de recursos nas eleições de 1998, quando o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - também denunciado pelo procurador-geral - tentou a reeleição ao governo de Minas Gerais. "Recebi com profunda indignação a informação de que o Procurador-Geral da República acusou-me perante o Supremo Tribunal Federal por um crime que não cometi e sobre o qual jamais fui ouvido. Nem a Polícia Federal, nem o próprio Procurador deram-me o direito de prestar os esclarecimentos ao longo dos quase dez anos nos quais investigou-se esse assunto", informou o comunicado.Ele ainda justifica seu afastamento do cargo como uma medida para "empenhar esforços" na sua defesa. "Considero que neste momento é meu dever empenhar esforços para me defender. Não quero, entretanto, que um assunto alheio ao seu governo cause qualquer embaraço à sua gestão e à importante agenda que vossa excelência tem para o País."

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