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Em carta, FHC nega acusações feitas por Sarney em discurso

Em carta que enviou hoje ao líder do governo no Senado, Arthur da Távola, o presidente Fernando Henrique Cardoso esclarece dois pontos do discurso do senador José Sarney (PMDB-AP) feito semana passada: a arrecadação de recursos para a campanha eleitoral e um suposto envolvimento em irregularidades na Cosipa.Em relação à doação de recursos de campanha, Sarney, em seu discurso, disse que o ex-senador Antônio Carlos Magalhães contou que teria sido testemunha da entrega, em 1994, do equivalente a R$ 10 milhões como contribuição doados pelo ex-senador José Eduardo Andrade Vieira à pré-campanha de Fernando Henrique, que, inclusive, estaria presente ao ato."Tenho certeza de que, vivo estivesse, Luis Eduardo (o deputado Luís Eduardo Magalhães, filho de Antonio Carlos, morto em 21 de abril em 1998), veraz como era, avivaria a memória do pai, pois nem ele, Luís Eduardo, que então se atinha aos aspectos políticos da campanha, nem seu pai, que à época, governador da Bahia, mantinha relações cerimoniosas comigo, participara de encontros relativos à obtenção de recursos de campanha", esclareceu o presidente na carta.Fernando Henrique lembrou que o próprio Andrade Vieira negou os episódios relatados por ACM. O presidente anexou à carta entrevistas de Vieira em que negou o episódio. Anexou também cópias de entrevistas de ACM em que, segundo Fernando Henrique, há informações contraditórias sobre recursos para a campanha eleitoral.O outro esclarecimento de Fernando Henrique referiu-se a um fato relatado por Sarney em seu discurso envolvendo a Cosipa. Sarney contou que foi procurado pelo então senador Fernando Henrique pedindo que desse uma declaração, uma vez que estaria sendo acusado pelo ex-governador Orestes Quércia de ter se beneficiado com irregularidades ocorridas na Cosipa, por ser responsável pela indicação de membros da diretoria da empresa."A carta que pedi ao então presidente José Sarney, e ele, com correção, me enviou, decorreu de uma infâmia. Um importante político de São Paulo dissera, à época, aos jornais, ter ouvido do presidente haver sido eu beneficiado pela administração da Cosipa no governo Montoro, cujos diretores teriam sido indicados por mim. Duas inverdades. Uma, o presidente Sarney não afirmaria tal disparate. Pedi-lhe, pois, uma declaração esclarecedora da verdade. Outra, não tive qualquer influência na designação daquela diretoria e não me beneficiei de nenhum de seus atos. Esclareça-se que o processo movido contra um ato daquela diretoria da Cosipa, terminou com a absolvição dos indiciados".

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