Agência Estado
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Em carta de saída, Mangabeira destaca 'revolução' na Amazônia

Ministro divulgou carta na qual lista as principais ações frente à pasta e destaca objetivos a serem alcançados

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo,

30 de junho de 2009 | 19h01

No último dia à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o ministro Mangabeira Unger divulgou carta de 18 páginas na qual lista as principais ações frente à pasta e destaca objetivos a serem alcançados pelo governo na sua avaliação. Na véspera, o documento foi encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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Protagonista de vários embates com Marina Silva e Carlos Minc, respectivamente a ex-ministra do Meio Ambiente e seu sucessor, Mangabeira destacou no texto o que chama de "revolução" iniciada na Amazônia. O encaminhamento da regularização fundiária, disse ele, será seguido por ações concretas como a regularização ambiental, o soerguimento do extrativismo madeireiro, a recuperação de áreas degradadas e a superação do isolamento com a recuperação de estradas vicinais.

 

Outro ponto de destaque no documento refere-se às ações no Nordeste. "O desenvolvimento do Nordeste como projeto nacional é uma iniciativa construída meses a fio com todos os governadores e com muitas das organizações empresariais, sociais, acadêmicas e religiosas", escreveu. "É natural que surjam de muitos lados divergências razoáveis. Ministros têm o direito de não querem que se lhe roubem o fogo. Acadêmicos sempre terão dificuldades que ideias novas podem ser melhores do que ideias em torno das quais organizaram suas rotinas intelectuais", prosseguiu.

 

Mangabeira destacou ainda iniciativas na área da agricultura e listou objetivos entrelaçados de longo prazo como a superação do contraste entre agricultura familiar e empresarial e a agregação de valor no campo (industrialização rural).

 

Figura polêmica, Mangabeira assumiu o cargo no governo Lula há dois anos. Antes, se posicionava como crítico ferrenho do presidente e, em 2005, chegou a escrever artigo classificando a gestão do petista como "a mais corrupta da história nacional". Durante o período em que ocupou a Esplanada dos Ministérios, apresentou propostas polêmicas como a construção de um aqueduto para levar água da Amazônia para o Nordeste. Oficialmente, Mangabeira deixa o governo para voltar a lecionar em Harvard. A assessores, disse que também iria se dedicar a elaborar o programa de governo da candidata do PT à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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