Em Campinas, Alckmin dá início à campanha para chegar ao governo de São Paulo

Tucano negou que ato tenha sido em resposta a evento com Dilma na cidade e admitiu que pode rever pontualmente os pedágios

Tatiana Fávaro/CAMPINAS - Agência Estado

06 Julho 2010 | 15h52

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, caminhou acompanhado de correligionários e apoiadores pelas ruas do centro de Campinas, no interior de São Paulo, nesta terça-feira, 6, e negou que a escolha da cidade para iniciar sua campanha eleitoral fosse para fazer frente à repercussão do evento que reuniu cerca de 600 pessoas no Royal Palm Plaza na semana passada, em encontro com a candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff. "Não tem nada a ver. Nós já tínhamos programado vir a Campinas, então não tem nenhuma relação. Viemos aqui pelo povo de Campinas, em razão da população de Campinas. Nós queremos ouvir a população de Campinas, conversar muito, ter essa oportunidade de trabalhar juntos", afirmou. "Campinas é uma síntese do desenvolvimento de São Paulo, da prioridade à educação, à universidade de qualidade pela Unicamp, à pesquisa, uma cidade de ponta, então acho que Campinas representa bem essa síntese de São Paulo, terra de oportunidades, terra do desenvolvimento, onde as pessoas possam ser felizes realizando a sua vocação. Vamos começar com humildade, frente à grandeza do Estado de São Paulo e muita confiança, aqui de Campinas, rumo à vitória."

 

Veja página especial de Geraldo Alckmin

 

Alckmin falou sobre a necessidade de mais moradias para o Estado, educação técnica e sobre a meta de ter 6 mil policiais militares a mais nas ruas se for eleito e zerar o número de presos em cadeias no Estado. "O policial militar trabalha 12 por 36; o civil nas delegacias maiores, 12 por 72. Então nós pretendemos, nesse período das 36, que ele acaba fazendo bico e muitos morrem nessa situação, nós pretendemos que ele trabalhe para o governo. Ou para a prefeitura, na chamada atividade delegada, em que ele trabalha oito horas nesse período, fardado, armado, na rua, aumentando a força policial, ou para o próprio governo", disse. O candidato afirmou que o soldado que ganha R$ 2.400,00 poderá ganhar R$ 3.400,00.

 

O ex-governador afirmou, ainda, que vai analisar pontualmente o prejuízo aos moradores da região pelo reajuste das tarifas de pedágio. Nesta segunda-feira, o candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante, escreveu em seu perfil no Twitter que reduziria as tarifas de pedágio e perguntou ao candidato tucano se ele manteria o que o petista classificou como "abuso". "Eu não vou perder tempo com esse tipo de coisa. Para mim, política é coisa séria", disse Alckmin sobre a provocação do adversário no miniblog. "Existem realmente casos que, pela localização de uma cidade ou de um bairro, a pessoa percorre um trecho menor e acaba pagando uma tarifa maior do que se ela fosse quilométrica, isso nós vamos corrigir. Quero dar dois exemplos: Jaguariúna e Indaiatuba. Então nós vamos analisar caso a caso."

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