Em campanha pela presidência da Câmara, Cunha pede apoio da oposição

'Ninguém vai para o Procon reclamar da minha atuação', promete o deputado peemedebista; eleição será neste domingo

JOSÉ ROBERTO CASTRO, RICARDO DELLA COLETTA E RICARDO CHAPOLA, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 12h17

Atualizado às 13h48

São Paulo - Candidato à presidência da Câmara pelo PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse nesta segunda-feira, 26, não ver problemas em ser da base do governo e receber apoio de partidos da oposição. Em discurso na sede da Força Sindical em São Paulo, o peemedebista disse que não é candidato de oposição "nem de submissão" ao governo, mas abriu as portas para o PSDB, maior partido contrário ao governo Dilma Rousseff.

"Podem vir todos os partidos de oposição inteiros que a minha posição não vai mudar. Ninguém vai para o Procon reclamar da minha atuação como presidente da Câmara. Vou fazer aquilo que estou prometendo na campanha", afirmou o candidato. Considerado favorito na eleição pela Câmara, que ocorre neste domingo, 1º de fevereiro, Cunha foi recebido na sede da Força Sindical, em São Paulo.

Cunha e seus apoiadores trabalham para costurar uma aliança com o PSDB, que atualmente declara apoio ao candidato do PSB, Júlio Delgado. Disputam a presidência também Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ). Questionado pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, se a concretização do acordo significaria um passo para o distanciamento do governo Dilma, Cunha discordou. "Você deveria fazer essa pergunta quando o DEM e o Solidariedade declararam apoio. O DEM é muito mais oposição do que o PSDB é", disse o peemedebista.

Após discursar na Força Sindical, berço político do deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade, Eduardo Cunha seguiu para um almoço na região da Avenida Paulista. Ainda nesta segunda-feira, ele se encontra com deputados do PSDB de São Paulo. Perguntado sobre a proximidade de acordo com os tucanos, Cunha disse que vai ao almoço dos deputados para "conversar".

*

Tudo o que sabemos sobre:
Eduardo CunhaCâmara

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.