Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

Em campanha na Liberdade, Serra veste quimono, dança e ouve críticas

O candidato do PSDB caminhou pela feira e pelo comércio próximo ao lado de seu vice, Alexandre Schneider

Bruno Boghossian, do estadão.com.br,

08 de julho de 2012 | 20h00

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, visitou na tarde deste domingo, 8, a feira da Liberdade, tradicional bairro de imigrantes orientais na região central da capital paulista. Em sua primeira atividade nas ruas desde o início oficial da campanha eleitoral, o tucano vestiu um quimono vermelho, dançou ao som de um gênero musical semelhante à lambada e chegou a ser hostilizado por um jovem que o viu durante a caminhada.

Serra visitou lojas e cumprimentou donos das barracas montadas na região da Praça da Liberdade. Ao sair de um restaurante, ouviu reclamações de um adolescente. "Serra, você é horrível! Eu te odeio", disse o rapaz. Serra cochichou algo em seu ouvido e seguiu adiante. O jovem disse que o tucano o chamou de "bosta" - o que foi desmentido pelo candidato, mais tarde.

"Eu disse 'você me diz depois por que não gosta'. Essa é uma grande notícia, não é?", disse, em tom irônico.

O candidato do PSDB caminhou pela feira e pelo comércio próximo ao lado de seu vice, Alexandre Schneider (PSD). Ambos vestiram quimonos vermelhos e foram acompanhados por dirigentes da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, que declarou apoio a sua candidatura.

"Nesta eleição, sem dúvida, você vai ganhar no primeiro turno", disse a Serra o presidente da entidade, Hirofumi Ikezaki.

Ao passar diante de um palco montado para a celebração do Festival das Estrelas (Tanabata Matsuri), foi convidado a dançar uma variação japonesa do "zouk", um ritmo musical caribenho semelhante à lambada. Serra cedeu aos pedidos dos frequentadores da feira e ensaiou alguns passos, acompanhado por uma integrante do grupo de dança que se apresentava no local.

O tucano também aderiu à superstição de duas cerimônias orientais. Na praça, escreveu um pedido de "paixão por São Paulo" em uma tira de papel conhecida como Tanzaku e a amarrou em um galho de bambu. Também participou do ritual do Daruma, em que fez um desejo enquanto pintava um dos olhos de um boneco. Rindo, Serra disse que o desejo que fez durante a cerimônia era secreto.

 
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