Em campanha, Maluf diz que decisão do TRE é 'injusta' e que recorrerá

'Eu tenho 43 anos de vida pública e não tenho nenhuma condenação penal', disse o deputado em sua defesa

Jair Aceituno, de O Estado S.Paulo

24 de agosto de 2010 | 16h04

BAURU - O deputado Paulo Maluf (PP-SP), que fez campanha nesta terça-feira, 24, em Bauru e Agudos, na região central do Estado, disse que a impugnação de sua candidatura "é uma decisão injusta, porque eu tenho 43 anos de vida pública e não tenho nenhuma condenação penal". Garantiu que vai recorrer ao TSE e, se necessário ao STF, porque o recurso que apresentou ao processo tem efeito suspensivo. "Eu continuo candidato, na certeza de que fui o homem publico que mais realizou por este Estado" - afirmou.

 

"Pela lei (a Ficha Limpa), eu posso ser candidato porque a ela impede a candidatura de quem tenha condenação que tenha transitado em julgado por tribunal superior, e a minha não transitou, porque tem um efeito suspensivo, um embargo infringente. Logo, eu não tenho nenhuma condenação, porque aquela condenação que eles dizem que eu tive não é verdade, porque o julgamento não terminou e eu posso ser inocentado" - disse o candidato, lembrando que teve os votos favoráveis de dois juízes do TRE-SP e isso favorecerá a sua argumentação nas instâncias superiores.

 

Falando sobre a sentença que serve de base para sua impugnação, Maluf disse que " a acusação de que houve um prejuízo para a prefeitura de R$ 22 mil é ridícula. A Lei da Ficha Limpa diz que precisa haver dolo. Não dá para acusar o Paulo Maluf de ter enriquecido com a compra dos frangos".

 

No EUA

 

O candidato também procurou minimizar os problemas que tem com a promotoria de Nova York, que o investiga sobre o envio irregular de dólares supostamente resultantes do superfaturamento de obras públicas. "Eu tenho lá (em Nova York) uma acusação sem processo. E vocês sabem, os EUA invadem o Iraque, o Afeganistão, ameaça o Irã... Mas o Brasil não é o quintal deles... O procurador de Nova York quer me ouvir" - afirmou.

 

Disse que não se nega a dar informações sobre o assunto, mas no Brasil, não nos EUA: "Eu estou hoje em Bauru, moro na mesma casa há 45 anos, tenho lugar fixo onde trabalho - em Brasília, no gabinete 512 da Câmara dos Deputados - e a lei é clara; se ele (o procurador) quiser me ouvir é por carta rogatória. Eu tenho de ser ouvido pela justiça daqui. Ninguém pode obrigar um cidadão brasileiro a se deslocar para Nova York, Paris, Frankfurt, Londres ou para Tóquio, para depor. A gente depõe no país de origem e eu aqui estou à disposição"

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