Em Brasília, Obama sobe a rampa e é recebido por Dilma no Planalto

Prevista para as 10 horas, a chegada do presidente americano ocorreu com atraso de cerca de 30 minutos; chefes de Estado vão discutir tratados e acordos bilaterais

BBC Brasil, BBC

19 de março de 2011 | 10h54

 Brasília - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi recebido na manhã deste sábado por sua colega Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília.

Prevista para as 10h, a chegada do presidente americano ao Planalto ocorreu com atraso de cerca de 30 minutos. Obama passou as tropas em revista antes de subir a rampa do Planalto, onde encontrou Dilma e o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

Ainda na manhã de sábado, Obama e Dilma participam de uma reunião avançada, para acertar detalhes de tratados e acordos entre Estados Unidos e Brasil. No total, serão nove textos relativos a parcerias nas áreas comercial, econômica, social, cultura e ciência e tecnologia.

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A primeira-dama Michelle Obama já estava no topo da rampa, onde chegou separadamente do marido. Depois da execução dos hinos americano e brasileiro, Obama entrou no palácio, onde posou para fotos ao lado de Dilma e cumprimentou ministros e autoridades.

Além disto, está prevista uma visita de Obama e Dilma a uma exposição com obras de arte de artistas brasileiras, no Palácio do Planalto.

Chegada. Obama chegou em Brasília por volta de 7h45, quando o Air Force One - avião da Presidência dos Estados Unidos - pousou na Base Aérea da capital federal. O presidente chegou acompanhado da mulher, Michelle, das filhas, Sasha e Malia, e da sogra.

Em sua chegada, o presidente americano foi recebido pelo comandante da Base Aérea, coronel Geraldo Correa de Lyra Júnior, pelo embaixador dos Estados unidos no Brasil, Thomas Shannon, e pelo cerimonial do Itamaraty.

Em seguida, Obama partiu em um comboio de 20 veiculos para seu hotel. O trajeto não foi divulgado por questões de segurança.

Na noite deste sábado, o presidente americano e sua família seguem para o Rio. Na programação, estão previstas visitas ao Corcovado e à Cidade de Deus, além de um discurso no Teatro Municipal.

A comitiva presidencial americana deixará o Rio na manhã de segunda-feira, rumo ao Chile. Em seu giro pela América do Sul, Obama também visitará El Salvador.

Investimentos. No Brasil, Obama tem o objetivo de aumentar o comércio e os investimentos no país, especialmente nas áreas de energia e infraestrutura, que ganharam destaque com as descobertas de petróleo na camada do pré-sal e com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Já no âmbito político, o governo brasileiro gostaria de ouvir de Obama uma declaração pública de apoio à entrada do Brasil como membro permanente em um Conselho de Segurança da ONU ampliado - assim como a feita por Obama a outro grande emergente, a Índia, durante visita dele a Nova Déli no ano passado.

Analistas consideram, no entanto, que o voto contrário do Brasil a novas sanções contra o Irã, no ano passado, ainda não foi superado pelos EUA e representaria um impedimento a um endosso mais explícito de Obama à ambição brasileira.

A comitiva de Obama é integrada por autoridades da área econômica, mas não tem a participação da secretária de Estado, Hillary Clinton.

Com o presidente americano, vieram ao Brasil dezenas de empresários americanos, que pretendem explorar perspectivas de investimento em setores como petróleo e gás no Rio.

No entanto, a Casa Branca informou que o secretário de Energia americano, Steven Chu, não veio ao Brasil devido à crise nuclear no Japão.

* Colaboraram Paula Adamo Idoeta e Alessandra Corrêa, enviadas especiais da BBC Brasil a Brasília BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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