Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Em BH, termina ato na Praça da Savassi; outro ato começa às 15h

Protesto começou às 9h na Praça da Liberdade, centro da capital mineira, e não registrou tumultos

SUZANA INHESTA, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2015 | 15h09

Belo Horizonte - A manifestação dos mineiros contra a corrupção e o governo Dilma Rousseff (PT), que começou às 9 horas, na Praça da Liberdade, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte, terminou por volta das 13h50, na Praça da Savassi, sem tumultos graves. Somente um grupo chegou a impedir o carro de som de sair da Praça da Liberdade e chegar até a Savassi, mas, depois de meia hora, com a ajuda da Polícia Militar, eles se dispersaram na multidão.

Segundo o empresário e integrante do movimento Vem pra Rua, Renato Correia, que ficou o tempo inteiro ao microfone no carro de som, o resultado do ato foi positivo, superando a expectativa da mobilização de 30 mil pessoas para a presença de 50 mil. A Polícia Militar, porém, disse que o pico de pessoas no ato foi de 24 mil.

"Queremos que o governo se responsabilize pela roubalheira. O povo está consciente do que precisa mudar e quer ajudar a construir um País melhor. A população está participando na cobrança das promessas dos políticos e é contrária à corrupção, que vem desde a colonização e não tem fim", afirmou, após o fim do ato. Segundo ele, o impeachment é tema, mas pela mudança no governo, inclusive do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Marcelo Mota Ribeiro, integrante da Frente União Brasil, que ajudou no chamamento da população via redes sociais, afirmou que o grupo quer que o tema impeachment chegue ao Congresso Nacional. "Já há indícios de que o impeachment pode ser realizado: Dilma não cumpriu compromissos de Lei de Responsabilidade Fiscal e prometeu coisas que não cumpriu, ou seja, crime eleitoral", explicou, falando que não é a favor de uma intervenção militar, embora no ato houvesse algumas faixas defendendo a ação.

Embora crítico do governo Dilma, Ribeiro não poupou palavras duras ao senador Aécio Neves (PSDB). "A oposição é frouxa. O Aécio é frouxo. Temos que vir para cá fazer o trabalho deles. Temos vergonha da oposição. E não estou totalmente sozinho nessa opinião", falou.

Ambos não participarão do ato marcado para as 15 horas, novamente na Praça da Liberdade. Conforme eles, quem marcou esse ato foi o Movimento Brasil Livre (MBL), formado principalmente por estudantes.

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