Em Belo Horizonte, Dilma pede voto com 'paz, amor e consciência'

Em Belo Horizonte, Dilma pede voto com 'paz, amor e consciência'

Candidata à reeleição fez questão de destacar que nasceu no Estado - Aécio tem dito vários vezes que faz 60 anos que o País não escolhe um mineiro para a Presidência

MARCELO PORTELA E SUZANA INHESTA, Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 14h41

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, participou de um comício relâmpago em um conjunto de favelas em Belo Horizonte no início da tarde desta segunda-feira, 29. Em discurso de menos de 3 minutos, a petista apenas pediu o voto da comunidade para impedir o País de "voltar atrás" com a eleição de seus adversários e ressaltou que tinha que voltar à cidade onde nasceu. E pediu "paz", "amor" e "consciência" aos eleitores no momento de votar.

O presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves (MG), tem feito reiterados discursos declarando que o Estado tem chance de eleger um mineiro "após 60 anos", referindo-se a Juscelino Kubitscheck e ignorado o fato de Dilma ser natural da capital mineira.

"Vocês devem cuidar para, no próximo domingo, irem às ruas e votar com paz, consciência e amor no coração", pediu a petista. "Fiz questão de vir aqui em Belo Horizonte. Faltam poucos dias para a eleição e não poderia deixar de vir aqui, porque nasci nessa cidade, me criei aqui e aqui aprendi a olhar o povo desse País", acrescentou a presidente.

O minicomício foi realizado no Aglomerado do Cafezal, uma das maiores favelas da capital mineira. O local é um reduto do PT desde que foi urbanizado pelo candidato do partido ao governo estadual, Fernando Pimentel, durante sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e foi o primeiro ponto a receber ato da campanha petista ao governo, logo após o registro da candidatura.

Nesta segunda-feira, a presidente, acompanhada de candidatos da coligação em torno de Pimentel, apenas circulou a Praça do Cardoso na carroceria de uma caminhonete e cumprimentou eleitores em roteiro que não durou mais de 15 minutos. A possibilidade de "retrocesso" com a eleição de adversários do PT também foi reforçada por Pimentel. "Não vamos permitir que o Brasil ande para trás. Não vamos permitir que aqueles que são contra o povo voltem ao governo", declarou.

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