Em bate-papo online, Serra defende alternância de poder

Candidato respondeu a perguntas de internautas por cerca de 40 minutos

Daiene Cardoso, Agência Estado

30 de outubro de 2010 | 22h29

Em sua última iniciativa de campanha no segundo turno da eleição presidencial, o tucano José Serra usou a internet para pedir votos. O candidato conversou ao vivo nesta noite de sábado, 30, por aproximadamente 40 minutos com internautas e aproveitou para pregar a alternância de poder. "É uma das belezas da democracia", disse. Para Serra, os brasileiros têm amanhã a chance de mudar os rumos do País. "É uma oportunidade para fazer a mudança de posição", acrescentou.

 

O evento online foi organizado pela Rede Mobiliza, formada por simpatizantes do candidato tucano, que selecionou - entre as mais de 7 mil perguntas dos internautas - o que seria respondido pelo candidato. Na conversa, Serra defendeu um governo de união nacional em torno de projetos de interesse do País e disse que, se eleito, não terá problemas para formar uma maioria no Congresso. "Vamos fazer uma maioria com base em propostas", afirmou. Segundo o tucano, setores dos partidos que hoje apoiam o governo Lula estariam dispostos a se aliar a um futuro governo do PSDB. Serra condenou também o que chamou de política de "troca de favores" do atual governo e disse que a prática torna as votações no Congresso "inviáveis".

 

O candidato comemorou a decisão inédita do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de impor direito de resposta na página do Twitter do deputado estadual petista Rui Falcão (SP). Em mensagens na rede social da internet, Rui Falcão alertava seus seguidores sobre a possibilidade de que em telefonemas feitos por correligionários de Serra os dados telefônicos e os nomes dos eleitores poderiam ser capturados para depois serem usados para fins criminosos. "É um negócio interessante", comentou o candidato nesta noite.

 

No bate-papo, o tucano ressaltou que sempre manteve a coerência de seus pensamentos. "Do ponto de vista dos meus valores, eu sempre mantive a mesma linha", disse ao se referir aos assuntos polêmicos, como o aborto, que marcaram a campanha presidencial.

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