Em bate-papo on line, Aécio diz que Dilma faz 'governo de propaganda'

Senador mineiro, provável candidato à presidência pelo PSDB, disse que o PT compreende a mal a pobreza e defendeu o corte pela metade do número de ministérios

Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2013 | 07h54

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, classificou nesta quinta-feira, 19, a gestão da presidente Dilma Rousseff como "governo da propaganda" e defendeu o corte de ministérios pela metade em eventual governo tucano na Presidência.

Aécio participou de um bate-papo online com internautas e mais 5 integrantes da sociedade civil escolhidos pelo partido, num quadro chamado Conversa com Brasileiros. A conversa foi transmitida ao vivo pelo site do Youtube, logo após o programa partidário que foi ao ar na noite desta quinta.

O dirigente do PSDB, provável candidato do partido à Presidência, criticou o governo Dilma ao responder uma pergunta de uma convidada sobre políticas assistencialistas do governo federal.

Em sua resposta, Aécio disse que o PT compreende a mal a pobreza e faz uso publicitário de seus programas sociais, como o Bolsa Família - maior bandeira do PT.

"O governo fez uma propaganda e disse que num tinha mais ninguém abaixo da linha da miséria. Essa propaganda maciça foi feita, foram gastos milhões, mas só que depois o dólar subiu e de repente todo mundo voltou para baixo da linha da miséria", criticou. "O governo da propaganda não entendeu que precisava ser menos perdulário, mais firme, mais eficiente para poder entregar os serviços que hoje são de péssima qualidade".

Questionado sobre as condições do sistema penitenciário brasileiro, Aécio alertou para a falta de ousadia da União na área da segurança e disse que se o PSDB chegar à Presidência o Ministério da Justiça será transformado no Ministério da Justiça e da Segurança. Além disso, defendeu o corte no número de pastas pela metade.

"No governo do PSBD vamos ter metade dos ministérios. E O Ministério da Justiça deveria se transformar em Ministério da Justiça e da Segurança", afirmou o tucano.

Para ele, o setor deve ser administrado pela própria Presidência e "não por funcionários de segundo escalão, por melhores que sejam".

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