Em Bastos, Lucélia e Osvaldo Cruz, Vaccarezza também é acusado de calote

Também nestas cidades, Walter Bonaldo teria atuado como intermediário entre a campanha e os cabos eleitorais

Jair Stangler, do estadão.com.br,

11 de abril de 2011 | 07h00

SÃO PAULO - Além de Marília e Tupã, em outras cidades da região de Alta Paulista também houve denúncias de calote em dívidas de campanha do deputado Candido Vaccarezza (PT), como em Bastos, Lucélia e Osvaldo Cruz.

 

Em Bastos, o vereador Márcio Venturoso de Souza (PT) diz que pagou a campanha para o candidato na cidade de seu próprio bolso. A história que conta é parecida com a que se apurou em outras cidades. Walter procurou Márcio para que trabalhassem em uma dobradinha com o candidato a deputado estadual Francisco de Assis Pereira de Campos, o Tito (PT), de Sumaré.

 

"O Tito honrou com a despesa. Já o Walter, da parte do Vaccarezza, não fez o pagamento. Inclusive colocou a culpa na greve de banco, citou vários argumentos pra justificar o não pagamento. Até que chegou num ponto que não tinha mais argumento, assumiu que não ia pagar mesmo", acusa.

 

"Houve a contratação, no caso da cidade de Bastos, de sete pessoas que trabalharam na campanha, de carro de som também. Para honrar o compromisso com o pessoal da cidade eu tive que complementar com recurso do meu bolso. Porque são pessoas que não tem nada a ver com o deputado Vaccarezza, são pessoas que trabalharam porque precisavam. Eu paguei do meu próprio bolso para não ter problema. mesmo porque é uma cidade pequena, ia caracterizar que quem deu o calote fui eu, não o Vaccarezza", conta. Segundo ele, o valor pago foi de R$ 3.500.

 

Márcio diz que informou o deputado do problema em contato direto com ele. Como em outros casos, o vereador de Bastos também não tem documento para provar que as contratações foram feitas. "Não tem documento porque é uma campanha feita, possivelmente, com dinheiro de caixa 2. Houve um acerto de boca, uma coisa que é comum na política. todos os candidatos fazem isso", explica. "Você assume o compromisso acreditando nas pessoas, né? Principalmente um candidato, um cara que é líder do governo, uma pessoa que tem um certo respaldo. Claro que o acerto não foi feito diretamente com a pessoa dele, mas foi feito com o assessor dele, o Walter", justifica.

 

LUCÉLIA

 

Em Lucélia, Roberto do Nascimento Faria diz que fez campanha para o deputado. Segundo Roberto, sua função era distribuir o material. "Eu só distribuía, não produzia", afirma. Segundo Roberto, a dívida é de pelo menos R$ 3 mil. Ele diz que é servidor público e não é militante do PT.

 

Conta que quando foi cobrar, ligou para um assessor e que o problema "ficava passando de um para o outro." De acordo com Roberto quem o contratou foi o professor Edson, de Sumaré. Disse que também teve contato com Walter. "Ao final o professor falou "não está mais nas minhas mãos, fala lá com o Walter' "O Walter falou que ia fazer reuniões para resolver esse pagamento, falou que tinha outros lugares pra acertar também", diz. Roberto disse que ainda tem esperança de receber o dinheiro, caso o vereador Márcio, de Bastos, resolva fazer uma ação coletiva para receber o dinheiro, como chegou a falar com Roberto.

 

OSVALDO CRUZ

 

No município de Osvaldo Cruz, o agricultor Otávio Aparecido de Sá, o Cardoso, conta que ficou uma dívida de R$ 1.500 reais e que não pretende fazer nada contra Walter, Thiago ou Vaccarezza. É militante do PT e já foi vice-prefeito da cidade. Diz que trabalhou distribuindo panfletos. "Talvez ele (Vaccarezza) nem saiba disso", afirma. Para ele, o responsável pelas dívidas é Walter.

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