André Dusek/Estadão
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Em atrito com o Planalto, Renan nomeia ex-ministro do Turismo como chefe de gabinete

Vinicius Lages, afilhado do presidente do Senado, foi substituído na pasta por Henrique Eduardo Alves, ligado a Michel Temer e a Eduardo Cunha

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2015 | 13h48

Brasília - Num claro sinal de descontentamento com o Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nomeou como chefe de gabinete o agora ex-ministro do Turismo Vinícius Lages. O peemedebista assinou na noite desta quarta-feira, 15, a nomeação de Lages, seu afilhado político, que deverá ser publicada nesta quinta-feira, 16, no boletim administrativo do Senado.

A decisão de Renan ocorreu logo após a saída de Lages ter sido oficializada pela presidente Dilma Rousseff, que indicou para a pasta o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).


O ex-deputado, que faz parte do grupo do vice-presidente da República, Michel Temer, e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tomará posse na tarde desta quinta. Renan não deve comparecer à posse.

A fim de tentar evitar um desgaste na relação com o senador, Dilma telefonou para Renan no fim da tarde desta quarta e ofereceu uma vaga para Lages, que poderia escolher entre Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Correios, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ou Infraero. O presidente do Senado agradeceu, mas não aceitou nenhuma compensação pela retirada de Lages da pasta.

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