Leonardo Benassatto/REUTERS
Leonardo Benassatto/REUTERS

Em artigo no ‘FT’, Huck diz que Bolsonaro precisa ‘cair na real’ sobre mudança climática

No jornal inglês, apresentador e potencial candidato criticou combate à pandemia do coronavírus e proteção ambiental no Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2021 | 18h53

O apresentador e potencial candidato à presidência do Brasil em 2022, Luciano Huck, escreveu um artigo para o jornal Financial Times em que critica o governo de Jair Bolsonaro no combate à pandemia da covid-19 e na atuação de proteção ambiental. Na opinião de Huck, além da instabilidade social e econômica pelo coronavírus, Bolsonaro “precisa cair na real sobre as mudanças climáticas”.

O apresentador considera que a “destruição ambiental do governo” é assunto de importância global, “porque o futuro das mudanças climáticas depende do Brasil”. Huck avalia as altas taxas de desmatamento e invasão de terras desprotegidas durante os quase dois anos e meio de governo. “Não precisa ser assim. Na verdade, não deveria. Em vez disso, o Brasil poderia se tornar uma superpotência verde”, afirma Huck. 

Em sua avaliação, o País deve usar seu potencial agrícola como base para uma “mudança em direção à agricultura sustentável, uma bioeconomia próspera e um ecoturismo responsável”. Para Huck, é preciso “aumentar a produtividade da terra existente, reprimir os crimes ambientais e capacitar os cientistas em vez de demiti-los, como fez este governo”.

“Acima de tudo”, afirma, o Brasil deveria “ouvir as pessoas que trabalham com a terra e alistar ambientalistas, empresários, proprietários rurais e grupos indígenas para a causa”. O apresentador acredita que haja um desejo popular para isso.

No artigo, Huck ainda aponta o compromisso do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nas negociações sobre o clima e na construção de uma aliança com o Brasil. “Isso abre uma porta para o Brasil corrigir seu atual curso de negação do clima. Também permite um engajamento mais produtivo do governo com a sociedade civil, empresas e produtores rurais para fornecer soluções duradouras para as mudanças climáticas”, afirma. No entanto, se Bolsonaro não aproveitar a aliança de Biden, o apresentador avalia que “o Brasil corre o risco de se tornar ainda mais um pária global do que já é”. 

Para Huck, ter o Brasil como potência ambiental “não é um sonho impossível”. O talvez candidato à presidência reafirma seu compromisso nacional em construir um País melhor. Segundo ele, “continuo focado em reconstruir lideranças competentes de baixo para cima e ajudar a criar um Brasil mais sustentável”. “Nem o Brasil nem o mundo podem pagar menos”, afirma. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.