Em ano eleitoral, Lula lança programa social de R$ 11,3 bi

No lançamento, presidente defende o Bolsa-Família e diz que o Luz para Todos chegará a 10 mi de beneficiados

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2008 | 14h35

Em discurso de improviso na cerimônia de lançamento do programa Territórios da Cidadania, no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, 25, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que essa política que está sendo criada "será o segundo passo para acabar com a pobreza". Antes, defendeu com veemência o Bolsa-Família e criticou os que ficam defendendo o fim do programa. "Eu não tenho pressa de acabar com o Bolsa-Família", declarou o presidente Lula, acrescentando que esse programa só acabará no dia que a sociedade construir uma política de distribuição de renda.   Para ele, o Territórios da Cidadania, que prevê investimentos de R$ 11,3 bilhões para reduzir a pobreza em áreas rurais de baixo desenvolvimento social, certamente será criticado por ser considerado assistencialista, mas disse acreditar que população saberá distinguir o que é boa fé, do que é de má fé. O lançamento do novo programa, que beneficiará 958 municípios em 2008, acontece em ano eleitoral.   Lula anunciou que o governo federal cumprirá este ano a meta de atender dois milhões de família do programa Luz para Todos. Segundo o presidente, 10 milhões de pessoas serão beneficiadas com luz em casa. Segundo o presidente, o governo trabalha com os números do IBGE para fazer a sua programação de atendimento do programa Luz para Todos. Mas quando os técnicos vão para o campo, descobrem que a carência é muito maior."Descobrimos que temos 1,7 milhão de pessoas a mais que não têm luz", declarou Lula. "Portanto, é mais um compromisso até 2010 para acabar com tudo isso (falta de luz)", afirmou o presidente.   O presidente pediu também ao Senado e à Câmara urgência na votação de projetos ligados a esse programa. "Quero pedir ao Senado e à Camara que a hora que as coisas forem chegando aí, que dizem respeito ao território da cidadania, que votem porque o país depende disso para o país se transformar em uma grande nação que sonhamos", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
Bolsa-Família

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.