Em ano eleitoral, governo amplia Farmácia Popular

A cinco meses das eleições e a oito do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo decidiu turbinar o programa social campeão de preferência da população: o Farmácia Popular. A meta é chegar, até dezembro, a 15 mil pontos credenciados para a venda de medicamentos mais baratos.

AE, Agência Estado

07 Maio 2010 | 09h33

O número representa um aumento de 39% em relação ao ano passado, quando havia no País 10.790 farmácias associadas.

Interessado na rápida expansão do programa líder em aprovação popular, o governo "desburocratizou" o sistema, reduzindo de 4 meses para 45 dias o prazo para o processo de aprovação de farmácias. Para que isso fosse possível, o Ministério da Saúde deixou de participar da análise da documentação dos estabelecimentos interessados em integrar o programa. Todo processo será conduzido pela Caixa Econômica Federal.

Atualmente, inscrição e avaliação são feitas de forma simultânea: a CEF analisa a regularidade fiscal, como certidões negativas de débito, e cabe ao Ministério checar os papéis relacionados a área sanitária. Com a mudança, a farmácia passa a ser tratada como um estabelecimento comercial qualquer.

Pesquisa

Numa pesquisa de novembro encomendada pelo governo federal sobre programas sociais, o Farmácia Popular apresentou o melhor desempenho, à frente, por exemplo, do Bolsa-Família. Dos entrevistados, 73% consideraram o programa ótimo/bom. Em segundo lugar, vieram as escolas técnicas federais, com 71,8% de avaliação positiva.

Além da boa aceitação do programa, a pesquisa revelou que a saúde representa a maior preocupação da população. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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