Em Ananás, 7 mil eleitores voltam hoje às urnas

Cidade do Tocantins terá nova disputa, assim como Malhador (SE)

, O Estadao de S.Paulo

13 de dezembro de 2008 | 00h00

Duas cidades brasileiras já têm data marcada para novas eleições de prefeito, após as candidaturas dos dois vitoriosos serem cassadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Ananás (TO) e Malhador (SE).Na pequena Ananás, com 11 mil habitantes e pouco mais de 7 mil eleitores, a nova eleição acontece hoje. Ela foi marcada após o TSE negar, em última instância, recurso do prefeito eleito Wilson de Carvalho (PPS), pedindo que sua candidatura fosse considerada regular.A cassação de sua candidatura foi decretada pela primeira vez ainda durante o período de campanha, pelo juiz eleitoral da cidade. O Ministério Público Eleitoral e a chapa adversária acusaram Carvalho de ser inelegível por causa de um convênio firmado com o governo federal e considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a denúncia, o candidato usou o dinheiro que o município recebeu do Fundo Nacional de Saúde (FNS), vinculado ao Ministério da Saúde, quando era prefeito de Ananás, para comprar um carro de passeio para a administração. Os recursos deviam ser usados para a aquisição de uma ambulância.O candidato recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Tocantins, que decidiu liberar seu registro. O Ministério Público recorreu e o processo foi levado ao TSE, que no dia 11 de novembro, após Carvalho ser dado como eleito, os ministros cassaram definitivamente o registro de sua candidatura.O TRE do Tocantins então marcou nova eleição, já que Carvalho havia recebido mais de 50% dos votos. Dois candidatos estão na disputa: Raimunda Rosa (DEM), escolhida para substituir Carvalho, e Marinalva Borges (PMDB), que saiu derrotada na primeira disputa. Detalhe, Raimunda é mulher do candidato cassado.Em Malhador, interior de Sergipe, os cerca de 8 mil eleitores terão de voltar às urnas no dia 21, próximo domingo, para escolher entre os mesmos candidatos que disputaram a eleição em 5 de outubro.A eleição na cidade foi anulada depois que o TSE cancelou o registro de candidatura do prefeito eleito Jadson Vieira Faro (PRB), por causa de dívida deixada por ele referente à campanha de 2004. Como Fato obteve 60% dos votos, foi marcada nova disputa.Faro quitou a sua dívida com a Justiça Eleitoral e pôde registrar uma nova candidatura para, mais uma vez, enfrentar nas urnas Elan Araújo (DEM), que derrotou na última disputa.GOVERNADORESNão são só os prefeitos que têm enfrentado problemas por causa de irregularidades na Justiça Eleitoral. No último dia 20, o TSE cassou o mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), por abuso de poder econômico e político durante a campanha de 2006. A decisão, tomada dois anos após ele assumir o cargo, ainda não chegou a ser concretizada, pois sete dias depois o próprio tribunal concedeu liminar garantindo ao tucano o direito de permanecer no cargo até que seja julgado recurso apresentado pela defesa.Cunha Lima não é o único governador na mira do TSE. O pedido de cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS), está prestes a ser julgado pelos ministros do tribunal. Pesa contra Lago a acusação de compra de voto e abuso do poder econômico durante as eleições de 2006. Na última semana, parecer do Ministério Público pediu a cassação de seu mandato.

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