Em almoço hoje, Lula pedirá que o PSDB aprove as reformas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedirá hoje pessoalmente os votos da oposição para aprovar as reformas na Câmara. Ele terá seu primeiro encontro com o PSDB durante almoço na residência do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT- SP). A reunião acontece depois que o governo fechou acordo com os oito governadores tucanos em torno das mudanças na Previdência e no sistema tributário. O presidente encontrará uma bancada tucana incomodada com o troca-troca de partidos que está ocorrendo na Câmara. A bancada do PSDB está perdendo quadros, e o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), acusa, em tom duro, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, de patrocinar a migração de tucanos para partidos aliados ao governo, como PTB e PL.Sem condições políticas e ideológicas de votarem contra as reformas ? propostas pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e combatidas pelo PT durante os oito anos do mandato -, os deputados do PSDB vão dizer explicitamente hoje a Lula que, por coerência, apoiarão as iniciativas do atual governo. No entanto, vão defender mudanças no texto do Planalto, em dispositivos como a definição do teto salarial dos Três Poderes em R$ 12,7 mil; o aumento do teto da aposentadoria do INSS de R$ 2.400,00; e a desoneração das exportações, em uma compens ação para as perdas dos Estados. O líder do PSDB, deputado Jutahy Júnior (BA), disse que o partido não pretende protelar a votação das reformas, mas atuar de "forma técnica, consistente e nítida". "Não vamos fechar questão sobre nada", disse o líder. A bancada do Senado não participará do almoço. O convite foi exclusivo aos deputados, já que as reformas estão tramitando na Câmara. "Vamos atender ao convite por uma questão de civilidade mas nosso papel no Congresso é de oposição", afirmou Jutahy.

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