Roberto Stuckert  Filho
Roberto Stuckert Filho

Em Alagoas, Dilma diz que manterá obras de combate à seca

Na inauguração do 3º trecho do Canal do Sertão Alagoana, presidente também garantiu apoio ao Estado governado por Renan Filho (PMDB)

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

05 Novembro 2015 | 14h33

Inhapi (AL) - Ao participar da inauguração do terceiro trecho do Canal do Sertão, obra de infraestrutura hídrica no Estado de Alagoas, a presidente Dilma Rousseff garantiu que, mesmo com a crise econômica pela qual o Brasil passa, as medidas estruturantes e emergenciais para minimizar os efeitos da seca serão mantidas. "Sabemos que o País está em crise, mas quero dizer que vamos manter os investimentos para garantir a segurança hídrica na região", disse. "É no momento de dificuldade que temos que construir o futuro", completou. 

Dilma lembrou que a região Nordeste passa pela pior seca dos últimos anos e obra inaugurada na manhã nesta quinta-feira, 5, levará água a uma das regiões mais atingidas pelo fenômeno no Estado. Só em Alagoas 38 municípios já decretaram estado de emergência pela falta de água. 

"Estamos trazendo para cá as águas do São Francisco, que fica a 93 quilômetros daqui, reequilibrando a geografia, levando mas mesmas oportunidades para todas as regiões. Vamos enfrentar a pior seca dos últimos 100 anos com vocês, de cabeça erguida", disse a presidente para uma plateia formada por funcionários da obra e funcionários das prefeituras beneficiadas. Não houve protesto. 

Dilma chegou no final da manhã ao município de Inhapi, no sertão alagoano, acompanhada do ministro de Integração Nacional, Gilberto Occhi e do governador Renan Calheiros Filho (PMDB), e foi recebida no local por deputados federais do Estado e prefeitos de municípios atendidos pela obra.

A presidente abriu a comporta 9 do canal, liberando água para os municípios de Inhapi, Água Branca, Olho d'Água do Casado e Senador Rui Palmeira. Projetada para ser executada em quatro fases, a um custo total de R$ 2,35 bilhões, o Canal do Sertão Alagoano tem sua última etapa prevista para ser inaugurada em dezembro, impactando cerca de 166 mil pessoas. 

Ao discursar, a presidente disse que os governos petistas, o seu e de seu antecessor, Luís Inácio Lula da Silva, sempre tiveram a preocupação em minimizar a falta de chuvas na região Nordeste. E citou algumas medidas, como o uso de 177 carros controlados pelo exercito para levar água a 33 municípios alagoanos impactados pela seca e a construção de cisternas, além de programas de proteção social, como o Bolsa Família. 

Dilma disse ainda que pretende estar presente na inauguração do quarto trecho da obra, prevista para dezembro, e anunciou para fevereiro o início da pavimentação da estrada Carié-Inajá, uma continuação da BR-116. 

O governador de Alagoas, Renan Filho comemorou os anúncios feitos pela presidente e disse que a obra inaugurada nesta quinta cria um "oásis" no sertão alagoano. Ele lembrou que o Estado vem tendo o menor volume de água dos últimos 50 anos. "Com o canal, vamos reduzir o preço dos carros-pipa que abastecem a região e acabar de vez com aquelas cenas de famílias que faziam saques em estabelecimentos comerciais para ter o que comer", disse.  

Primeiro a discursar, o prefeito de Inhapi, José Cicero (PT), disse que a obra chega num momento "importantíssimo" porque contribui para baixar custo dos carros-pipa usados para abastecimento na região. "Como sertanejo nascido no sertão alagoano, fico emocionado de ver a água correr, trazendo vida para a região", disse.  

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