'Em 2018, por que não?', diz Haddad sobre a volta de Lula à Presidência

Prefeito de SP responde a pedidos de sindicalistas durante ato da Força pelo 1º de Maio

Beatriz Bulla, Breno Pires, Clarice Cudischevitch e Isadora Peron

01 de maio de 2013 | 14h57

Diante de uma faixa levantada por sindicalistas nesta quarta-feira, 1º, com a frase "Volta Lula. Eu era feliz e sabia", o prefeito Fernando Haddad falou da possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva voltar à Presidência. "Quem sabe um dia Lula volte à Presidência. Ele está bem de saúde", disse o petista, ao iniciar discurso para os trabalhadores que participavam da festa do Dia do Trabalhador organizada pela Força Sindical, na praça Campo de Bagatelle, na zona norte da capital.

 

Questionado na saída, o prefeito afirmou que disse isso pois viu a manifestação e completou: "Em 2018, por que não?". O secretário-Geral da presidência, Gilberto Carvalho, indagado, respondeu que os apelos de "volta, Lula" são naturais, mas que o PT e Lula estão firmes apoiando a presidente Dilma Rousseff.

Já o presidente da Força, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, disse que seria bom se Lula voltasse à Presidência. "Ninguém aguenta mais a presidente Dilma", declarou. Apesar de o PDT fazer parte da base aliada, Paulinho é um crítico do governo Dilma. No início da festa, chegou a dizer que o governo não atende aos trabalhadores.

 

Piso. Em discurso breve, Haddad aproveitou o evento para anunciar o aumento do piso dos servidores municipais em 79,8% a partir desta quarta.

 

Na chegada para o evento da Central Única dos Trabalhadores em comemoração ao Dia Mundial do Trabalho no Anhangabaú, o prefeito disse que os oposicionistas do PSDB ao PT e à presidente do Dilma Roussef têm discurso contraditório. Ele afirmou que os indicadores sociais do País melhoraram bastante desde que o Partido dos Trabalhadores assumiu a presidência em 2003.

 

Haddad disse que o índice de desemprego do Brasil é hoje um dos menores do mundo, afirmando que há "pleno emprego". "Percebo uma tentativa de antecipar a campanha eleitoral, o que é ruim para o Brasil."

Economia. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que não gostaria de comentar as declarações que o governo vem sofrendo quanto à condução da economia nacional. "A oposição está no papel dela de fazer críticas." No entanto, em entrevista a repórteres, ele acabou tocando no assunto: "Não podemos deixar que se passe uma imagem de que a situação econômica está fora de controle", disse.

 

O Ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), antes de discursar no evento, também rebateu as críticas à economia  ao governo. Segundo o ministro, a inflação está controlada, e a oposição insiste no tema porque não tem assunto. "Já estamos vivendo um período pré-eleitoral e, como eles não tem assunto, vão falar sobre o quê?", disse.

Dias também voltou a comentar a proposta feita pela Força Sindical de que os salários passem a ser indexados conforme à inflação. "Não sou economista, mas quem conhece bem o assunto tem dito que isso poderia trazer ainda mais inflação", afirmou o ministro.

 

Ele falou sobre a reunião que acontecerá no próximo dia 14 junto às centrais de trabalhadores de todo o País. No entanto, dois dos itens que a Central Única dos Trabalhadores queria discutir na reunião foram descartados de pronto pelo governo: o fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem perda da remuneração.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.