DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Em 2015, sistema de justiça brasileiro foi reconhecido como independente e equilibrado, diz Janot

Procurador-geral da República afirmou que neste ano, 'democracia mostrou que está madura'; ele foi responsável por pedir neste ano a abertura de investigação no âmbito da Lava Jato contra 68 pessoas perante o STF

Beatriz Bulla e Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2015 | 13h49

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta sexta-feira que 2015 foi o ano em que o sistema de justiça brasileiro foi reconhecido como independente e equilibrado por órgãos internacionais. Ele afirmou que as instituições do sistema de justiça são ponderadas e eficientes.

"Eu não vejo 2015 como ano difícil. Vejo como ano muito rico. Foi um ano que pudemos tirar vários exemplos, foi um ano em que a democracia mostrou que está madura. 2015 foi ano em que as instituições brasileiras foram chamadas a dizer por que aqui estavam. Todas elas disseram muito bem, fizeram seu papel de forma objetiva, precisa, eficiente, equilibrada, e ponderada", afirmou Janot, durante sessão de encerramento do ano Judiciário.

Janot foi responsável por pedir neste ano a abertura de investigação no âmbito da Lava Jato contra 68 pessoas perante o Supremo Tribunal Federal, entre eles os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"O sistema brasileiro foi muito visto e julgado por olhos externos ao Brasil e esses órgãos unanimemente reconheceram o profissionalismo a independência e equilíbrio do sistema de justiça brasileiro como todo", afirmou Janot. Ele citou editorial do Financial Times que traz representação de um navio com bandeira do Brasil e a figura da estátua da justiça. "A imagem é forte demais. A imagem fala por si. E é assim que o sistema de justiça é visto de fora. Tem que ser um alento para todos nós que enfrentamos os desafios ricos de 2015", afirmou o procurador-geral.

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