Em 2005, Lula pede menos choro e mais emprego e renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que no ano que vem "a ordem é crescimento, geração de emprego e distribuição de renda". "Não existe espaço para as pessoas apenas ficarem chorando, temos que levantar a cabeça e acreditar que se a gente quiser fazer a gente faz", afirmou em discurso de improviso ao assinar a ordem de serviço que dará início à duplicação da BR-101 nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.O presidente disse que muitos apostaram no fracasso do seu governo. "Muitos apostaram que o País ia degringolar e ia haver um fracasso com o povo na rua pedindo a entrada de outro presidente", disse. "Só que eles não perceberam que as quatro derrotas me transformaram num ser humano calejado e ao invés de ficar chorando estas derrotas, tiramos lições delas".Lula disse que muitos analistas econômicos e o próprio governo erraram nas previsões sobre o crescimento da economia. "Diziam que a economia não ia crescer. A economia não cresceu só 3%. Cresceu 5,3% (janeiro a setembro de 2004). O maior crescimento dos últimos anos". Ele reconheceu que o País tem muitos problemas e que seria necessário uma vida inteira para resolvê-los. "Problema é igual prestação. Se não pagar uma, fica mais difícil pagar duas, e vai chegar um tempo que não vai conseguir pagar mais", afirmou.Sobre a duplicação da BR-101, Lula afirmou que faz mais de 10 anos que quando vai ao Rio Grande do Sul vê placas e faixas pedindo a obra. "Não quero saber quem prometeu, mas muitos prometeram. Eu nunca prometi porque não prometo o que não sei e o que não conheço", disse. Ele pediu ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que divulgasse o telefone dele para que as pessoas possam denunciar. Lula disse estar cansado de fazer inaugurações e assim que as autoridades vão embora, as máquinas saem e não trabalham. "Estas máquinas vão ter que trabalhar", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.