Em 1989, cinco candidatos não prestaram contas

Dos 22 candidatos, cinco deixaram de apresentar as prestações de contas. Entre eles Fernando Gabeira (PV) e José Alcides de Oliveira, o Marronzinho (PSP)

O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2014 | 02h02

Uma consulta às prestações de contas dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 1989, as primeiras depois do fim da ditadura militar (1964-1985), mostra a precariedade das campanhas da época em comparação com as estruturas profissionalizadas de hoje.

Dos 22 candidatos - número recorde até hoje - cinco simplesmente deixaram de apresentar as prestações de contas, de acordo com o processo disponível no Tribunal Superior Eleitoral. Entre eles Fernando Gabeira (PV) e José Alcides de Oliveira, o Marronzinho (PSP).

Mesmo os partidos que entregavam os documentos, apelavam para a improvisação. O PN, por exemplo declarou que a campanha custou "mais ou menos" 400 mil cruzados novos (NCZ$), ou R$ 170 mil.

Visto como azarão, o petista Luiz Inácio Lula da Silva gastou R$ 2,3 milhões durante os mais de três meses do primeiro turno e R$ 7 milhões na segunda rodada, que durou apenas 20 dias.

O atual ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, candidato pelo PL que se destacou com o slogan "Juntos chegaremos lá", declarou ter gasto R$ 3,5 mil com propaganda e publicidade.

Em 1989, as doações de pessoas físicas eram proibidas por lei, a hiperinflação distorcia os valores declarados e serviços prestados por militantes não eram computados. / R.G.

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