André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Em 10 anos de atuação política, Moraes trabalhou para Kassab e Alckmin

Ministro do governo Temer, titular da Justiça é filiado ao PSDB; em 2015, nome do então secretário constava no TJ como advogado em pelo menos 123 processos de cooperativa investigada em esquema de lavagem de dinheiro do PCC

O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2017 | 17h34

Advogado constitucionalista, o atual ministro da Justiça e Cidadania Alexandre de Moraes nasceu em São Paulo, em 1968.

Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Ele também é professor titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie e das Escolas Superior do Ministério Público de São Paulo e Paulista de Magistratura. Como autor de obras jurídicas, escreveu os livros: Direito Constitucional, Constituição do Brasil Interpretada e Legislação Constitucional, Direitos Humanos Fundamentais e outros.

Ele iniciou sua carreira como promotor de Justiça no Ministério Público de São Paulo em 1991, cargo que exerceu até 2002. Ainda em 2002, foi nomeado secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania. Exerceu o cargo até maio de 2005, quando foi eleito para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mesmo período, ele também acumulou a presidência da antiga Febem, hoje Fundação Casa.

Mas sua primeira experiência no mundo político ocorreu entre 2007 e 2010, durante a gestão de Gilberto Kassab (DEM), na Prefeitura de São Paulo. Na ocasião Moraes era conhecido como “supersecretário”. No período ele foi secretário municipal dos Transportes e de Serviços e chefe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da SPTrans.

PSDB. Antes de compor o governo Temer, Moraes foi secretário da Segurança Pública da Gestão Geraldo Alckmin, em São Paulo. No final de 2015, Alexadre de Moraes filiou-se ao PSDB.

Advocacia. No fim de 2014, pouco antes de assumir a Secretaria de Segurança Pública, Moraes defendeu Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, em uma ação sobre uso de documento falso em que conseguiu a absolvição do peemedebista. Um ano depois, uma reportagem do Estado afirmava que Moraes constava no Tribunal de Justiça de São Paulo como advogado em pelo menos 123 processos da área civil da Transcooper – cooperativa investigada em um esquema de lavagem de dinheiro supostamente comandado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).

Governo Temer. Em maio de 2016, chegou ao Ministério da Justiça. Algumas polêmicas têm marcado a sua gestão. Ainda durante as eleições municipaís, Moraes foi filmado antecipando uma das fases da operação Lava Jato (aquela que terminou com a prisão do ex-ministro petista Antônio Palocci). Com a crise do sistema carcerário, ex-ministros da Justiça assinaram um documento que pedia a renúncia de Moraes, afirmando que ele adotou posição "omissa e inábil" diante dos massacres nos presídios do Amazonas e de Roraima. Quando o seu nome começou a circular como uma possível escolha para o STF, Moraes distanciou-se das polêmicas e de aparições midiáticas.

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