Ellen Gracie defende o uso do processo eletrônico na Justiça

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, defendeu nesta quinta-feira, em mensagem do Poder Judiciário na abertura da ano Legislativa do Congresso Nacional, a introdução do processo eletrônico na justiça brasileira. Segundo ela, nesse campo não é possível "retroceder". "Tenho confiança que assim como o uso da urna eletrônica qualquer estranheza com o processo eletrônico será superada", afirmou. "A redução de tempo e de custo é significativa. O impacto ambiental também", afirmou a ministra a respeito do processo eletrônico. "Apenas o Supremo Tribunal Federal movimentou, aproximadamente, 680 toneladas de papel durante o ano de 2006", informou.Ela relatou que, a partir de março, 26 tribunais já estarão utilizando processo eletrônico. A ministra defendeu também o Conselho Nacional de Justiça que, segundo ela, em um ano e meio de funcionamento suas finalidades têm sido atendidas. Na mensagem ao Congresso, ela entregou um relatório sobre a atuação do Conselho. Ellen também agradeceu ao Congresso pela aprovação de três projetos de lei que tratam do aperfeiçoamento do poder Judiciário. Entres eles, citou o que estabelece a súmula vinculante.Com a instalação do novo sistema, o processo tradicional, com milhares de páginas de papel, será substituído em eletrônico. "Tenho confiança que, assim como o povo deste País, sem distinção de escolaridade, assimilou prontamente e sem dificuldade o uso da urna eletrônica, também em breve espaço de tempo qualquer eventual estranheza quanto ao novo sistema será superada", disse. Sobre o banco de dados da população carcerária, Ellen Gracie afirmou que será implantado no dia 2 de março e retratará a situação de cerca de 50% da população carcerária nacional, que está concentrada nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

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