Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Eliseu diz que 'é um juízo personalíssimo' de Dilma achar que Cunha atrapalha governo Temer

Na última quarta-feira, 29, em entrevista ao Jornal do SBT, a presidente afastada criticou o encontro entre Temer e Cunha e disse que o deputado peemedebista representa uma ameaça 'integral' ao governo interino

Carla Araújo, Bernardo Caram e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2016 | 14h30

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou comentar as declarações da presidente afastada Dilma Rousseff de que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, atrapalha o governo em exercício de Michel Temer. "É um juízo personalíssimo de Dilma. Só ela pode explicar", afirmou, em coletiva ao lado dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), após cerimônia de Temer com empresários no Palácio do Planalto.

Na última quarta-feira, 29, em entrevista ao Jornal do SBT, Dilma criticou o encontro entre Temer e Cunha e disse o presidente afastado da Câmara representa uma ameaça "integral" e "em todos os sentidos" ao governo interino. "Domingo passado o senhor Eduardo Cunha foi visitar o senhor presidente interino e provisório no Jaburu, não trataram de futebol certamente, agora trataram de questões que dizem respeito à governabilidade do País", disse. Interlocutores de Temer confirmam o encontro e dizem que Cunha foi ao Jaburu sem avisar. Já o presidente afastado da Câmara nega que tenha estado com Temer.

Segundo Dilma, mesmo que Cunha escape do processo de cassação é difícil acreditar que ele perderá sua influência na Câmara e no governo Temer. "Será que ele escapando ou não perderá o controle que tem sobre uma parte da Câmara? Ele deixará de ter sido o grande fiador desse impeachment? Deixará de exercer (influência) sobre todo o governo provisório?", disse. Questionada se acreditava que Cunha era uma ameaça ao governo Temer respondeu: "integral e em todos os sentidos".

Depoimento. Após a resposta, Padilha deixou a coletiva, que ainda estava em andamento. O ministro será ouvido às 14 horas pela Justiça Federal, dentro de uma ação civil pública de improbidade em que ele figura como réu. A ação de autoria do Ministério Público Federal (MPF) de Canoas, no Rio Grande do Sul, questiona a atuação de duas empresas ligadas a Padilha em contratos firmados com a Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), mantenedora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O depoimento deve acontecer por videoconferência.

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