Eleitos terão acesso a dados do governo antes da posse

Os prefeitos que forem eleitos neste ano não precisarão esperar até a posse, em 1º de janeiro, para buscar recursos do governo federal. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão já está preparando estrutura de apoio institucional a fim de colocar à disposição das equipes dos governos municipais de transição seu banco de dados e todas as possibilidades de parcerias, principalmente através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).A revelação foi feita ontem pelo ministro Paulo Bernardo, em Mauá, no ABC paulista, onde ele esteve para manifestar apoio à candidatura de Oswaldo Dias (PT), que já governou a cidade por dois mandatos.Bernardo rechaçou a hipótese de a estrutura ficar à disposição apenas de prefeitos petistas ou aliados. "Com o PAC já temos obras em andamento em 5.200 municípios brasileiros, e muitos deles são administrados por adversários", disse o ministro. Ele justificou a necessidade de colocar a estrutura do ministério à disposição das prefeituras com o argumento de que muitos prefeitos não conseguiram verbas por incapacidade de apresentar projetos viáveis e elaborados tecnicamente.Paulo Bernardo foi a Mauá quatro dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participar de comício da campanha de Oswaldo Dias, mas negou que tivesse recebido alguma determinação recente de Lula para entrar na disputa eleitoral na cidade. "Quando fui convidado pelo Oswaldo, já há algum tempo, disse ao presidente Lula e ele me incentivou, dizendo ?vá lá e ajude nosso companheiro a ganhar?", disse Bernardo, que não tem compromissos marcados para outras cidades da região, como São Bernardo e Diadema, onde o PT tem disputasacirradas contra candidatos tucanos.A exemplo de Lula, que desautorizou adversários a usar seu nome nas disputas locais, Paulo Bernardo afirmou: "Tem muito deputado que ataca o governo na Câmara e depois chega na cidade e diz que está ajudando o Lula no governo".Em Mauá, os adversários do PT usam muito o nome de Lula em suas campanhas. Francisco Esmeraldo Carneiro (PSB), o Chiquinho do Zaíra, explora o fato de o seu partido integrar a base aliada do governo federal para citar sua ligação com o presidente. Diniz Lopes (PSDB) costuma declarar que, na prefeitura, terá boa relação com Brasília.

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