NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Eleitos citam ação nas redes sociais e desejo pelo ‘novo’

Para Vinicius Poit, do Novo, mudanças vistas no pleito de 2018 são 'caminho sem volta'

Roberta Pennafort e Ana Neira, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2018 | 22h00

RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO - Em sua estreia num cargo eletivo, Cabo Junio Amaral, do PSL de Minas Gerais, obteve 158,5 mil votos. Ele dispunha de R$ 30 mil para a campanha e acredita que só conseguiu se eleger graças ao efeito multiplicador das redes sociais e da “militância à direita”. “Isso me trouxe visibilidade, e foi algo voluntário. O movimento que criei há três anos, o Direita Minas, se espalhou pelo Estado.”

Levantamento feito pelo Estadão Dados mostra que Minas, Estado que costuma representar um “espelho” do voto nacional em eleições presidenciais, também foi a unidade federativa que registrou porcentual de novatos mais próximo da média do País: 32%, pouco mais que os 31% do total da Câmara dos Deputados.

Recado

Na avaliação de Vinicius Poit, eleito deputado federal pelo Novo em São Paulo, a votação alcançada por “novas caras” é um recado das urnas aos políticos de carreira. “Havia um apetite da população por novas caras na política, com a atuação em novos partidos”, afirmou.

Para ele, as redes sociais foram peça fundamental nessa mudança, mas o tradicional “pé na estrada” em busca de votos também ajudou. “As redes tiveram até mais efeito do que eu imaginava e foram essenciais. No meu caso, por exemplo, aproveitei isso e rodei quase 200 cidades, conseguindo criar proximidade com o eleitorado.”

Poit aposta que a presença de novatos é um caminho sem volta na política nacional. “Daqui para a frente veremos cada vez mais apelo por isso, com campanhas diferentes, mais transparentes, diferente de tudo que vimos até aqui.”

Ele declarou gastos de R$ 1,2 milhão na campanha e obteve um total de 207.118 votos – custo de quase R$ 6 por voto.

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