Eleitor poderá votar fora do domicílio em 2014

Previsão é do presidente do TSE, que ontem apresentou a Lula projeto de novo sistema

Leonencio Nossa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

Nas eleições presidenciais de 2014, os eleitores poderão votar em qualquer cidade em que estiverem. A previsão é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, que ontem apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva projeto de aperfeiçoamento do sistema de votação. Estão em processo de estudos a confecção de um cartão eletrônico com chip e a ampliação no número de urnas que reconhecem o eleitor pela digital.Em entrevista após a audiência, Ayres Britto disse que pediu a Lula R$ 250 milhões para a compra neste ano de 100 mil urnas eletrônicas biométricas. Atualmente, o TSE tem informações biométricas de 43 mil eleitores nos Estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rondônia.A meta é chegar a 4 milhões nas próximas eleições e ultrapassar 130 milhões em seis ou oito anos, o que atingiria praticamente a totalidade do eleitorado.Ayres Britto relatou ainda que o cartão eletrônico, com chip, permitirá ao eleitor votar em trânsito. Não será mais preciso justificar o voto.O ministro explicou que o chip poderá incluir também dados das carteiras de identidade, de motorista e previdenciária e outros documentos do brasileiro. "É uma revolução. É espetacular", avaliou.O presidente Lula demonstrou entusiasmo com a proposta, segundo relato de Ayres Britto, pois se trata de "colocar a informática a serviço do processo eleitoral, da ética, da democracia e do combate ao crime e à fraude".O presidente do TSE observou que a Polícia Federal já trabalha num projeto de registro único e que o tribunal fará um convênio com a PF para agilizar e facilitar a mudança. "Isso significa mais um passo para a autenticidade do processo democrático." FRASESCarlos Ayres BrittoPresidente do TSE"(Trata-se) de colocar a informática a serviço do processo eleitoral, da ética, da democracia e do combate ao crime e à fraude""Isso significa mais um passo para a autenticidade do processo democrático"

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