Eleitor paulista passa a ser alvo

Com mais de 30 milhões de eleitores, Estado pode reverter a liderança de Dilma na disputa

Análise: Marcelo de Moraes,

18 de outubro de 2010 | 00h34

Para impedir o crescimento do tucano José Serra nas pesquisas de intenção de voto, a petista Dilma Rousseff aproveitou o debate para mirar num alvo novo e importante: o eleitorado paulista. Com mais de 30 milhões de eleitores, São Paulo pode render a Serra o crescimento para reverter a liderança de Dilma na disputa.

 

Foi esse risco que a campanha petista enxergou e decidiu atacar. Dilma e o PT sabem que no primeiro turno, Serra terminou bem abaixo do que poderia obter no Estado, já que Geraldo Alckmin foi eleito governador com dois milhões de votos a mais do que ele conseguiu na disputa presidencial. E o próprio Alckmin ficou aquém do que o PSDB costuma obter em São Paulo.

 

Para barrar esse fluxo pró-Serra, Dilma criticou a gestão tucana no Estado, especialmente na Educação. Mas fez referência até ao PCC.

 

Serra percebeu a manobra e rebateu, dizendo que a adversária parecia candidata ao governo e que repetia o discurso do PT paulista de falar mal do Estado. Com tantos votos em jogo, São Paulo pode virar a arena eleitoral decisiva.

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