Eleitor ainda não está atento à eleição, diz Haddad

Os números da primeira pesquisa Ibope do ano sobre a corrida municipal em São Paulo não surpreenderam os petistas. "A pesquisa Ibope praticamente repete os números do Datafolha, de março, o que sugere que o eleitor ainda não está atento ao processo eleitoral", avaliou Fernando Haddad nesta noite.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

09 Maio 2012 | 21h03

Sem a exposição proporcionada pela propaganda partidária na TV, os apoiadores do pré-candidato Fernando Haddad acreditam que o petista só terá uma evolução significativa nas pesquisas antes do início oficial da campanha quando as redes de televisão começarem a abrir espaço para entrevistas, o que deve acontecer em meados deste mês. Por enquanto, Haddad tem conciliado sua agenda de visita aos bairros e encontros com a militância com entrevistas a rádios e portais de internet.

Os aliados de Haddad reclamaram do modelo do questionário aplicado pelo Ibope aos entrevistados, com poucas perguntas específicas sobre os pré-candidatos e sem nenhuma referência aos partidos políticos dos postulantes. Para eles a menção é fundamental porque o PT conta, tradicionalmente, com o voto de 30% do eleitorado paulistano.

"As pesquisas medem mais o grau de conhecimento que qualquer outra coisa", minimizava o vereador José Américo, um dia antes da divulgação da pesquisa."Nosso trabalho ainda é com a militância", justificou ontem (08) o vereador Chico Macena.

Os petistas acreditam que Haddad vem se desenvolvendo satisfatoriamente na pré-campanha. Com as entrevistas em rádios e na internet, seus aliados afirmam que o pré-candidato vem se mostrando firme nas críticas a atual gestão, tem demonstrado conhecimento dos problemas da cidade, segurança e clareza na defesa de suas propostas. "Ele tem ido muito bem, já pegou embocadura", disse Américo. Segundo o vereador, Haddad conseguiu pautar as principais discussões da pré-campanha, como a questão da taxa de inspeção veicular, o "apagão" na área de transporte público e o que os petistas chamam de "abandono da cidade" pela gestão Serra/Kassab. "A iniciativa política tem sido dele", concluiu Américo.

Com Haddad estacionado nas pesquisas de intenção de voto, a cúpula do PT quer explorar ao máximo todas as oportunidades de aparição televisiva. "O único problema é torná-lo mais conhecido", admitiu Américo. Ainda assim, os petistas apostam numa reviravolta em julho, quando a campanha começará efetivamente. "Os adversários vão ter uma grande surpresa com ele", previu Macena.

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