''Eleições? Tô fora'', diz Lula sobre sua participação em campanhas

Presidente afirmou que vai adotar postura cautelosa e evitar, o ?máximo possível?, subir em palanques porque tem muitos aliados na disputa

Lisandra Paraguassú, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2008 | 00h00

Depois de liberar seus ministros para subir em palanques na eleição de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que ele mesmo vai adotar um posição de cautela nas campanhas. Disse que continuará viajando, mas garantiu que evitará, "o máximo possível", participar das eleições."Eleições? Tô fora", disse Lula, brincando, antes do almoço solene oferecido pelo governo brasileiro ao primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, no Palácio do Itamaraty. Depois do almoço, em uma entrevista mais longa, o presidente explicou suas razões.Os repórteres lhe perguntaram se ele já havia decidido como participaria das campanhas, diante da expectativa em relação à ajuda que um presidente bem avaliado nas pesquisas pode dar aos candidatos aliados do Planalto. "Eu tenho muitos aliados disputando eleições. Não vou me meter nisso porque o resultado é sempre assim: os que ganham acham que os méritos foram deles, e os que perdem depositam nas minhas costas a derrota porque não fui ou fui apoiar o outro. Então prefiro ficar distante", respondeu Lula.Na verdade, o presidente já admitiu que vai, sim, participar de pelo menos das campanhas de dois petistas: Marta Suplicy, em São Paulo, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo.Na terça-feira, durante reunião da coordenação política no Planalto, Lula, adotando a mesma cautela exibida ontem no Itamaraty, pediu que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff , se limitasse a participar das campanhas de candidatos aliados do Rio Grande do Sul - Estado de domicílio eleitoral e político da ministra. "Você está muito próxima de mim. É melhor a Casa Civil ficar fora", argumentou Lula. Presente dos pampasO presidente Luiz Inácio Lula da Silva veste poncho típico dado pelo governador da província argentina de San Juan, José Luis Gioja, durante reunião no Palácio do Planalto, ontem

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.