Eleições 2012: Candidatos usam dados incompletos

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo exploraram informações incompletas ou contraditórias no primeiro debate do 2.º turno, anteontem. Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) disputaram a paternidade de projetos e do financiamento de obras, mas inflaram a população beneficiada e citaram investimentos que ainda não foram concretizados.

AE, Agência Estado

20 de outubro de 2012 | 09h17

No debate da TV Bandeirantes, Haddad tentou destacar as realizações da gestão de Marta Suplicy (PT) no município e investimentos do governo federal. Serra citou avanços promovidos pela Prefeitura nos últimos oito anos, sob seu comando e na administração de Gilberto Kassab (PSD).

Ao menos duas vezes, os candidatos disputaram a responsabilidade por investimentos feitos em São Paulo, mas não deram informações completas aos eleitores.

Serra acusou o governo federal de ter "um problema com o metrô", por não destinar recursos para o transporte sobre trilhos da cidade. Para tentar reforçar sua parceria com a União, Haddad rebateu: disse que havia investimentos no monotrilho da Linha 18 (Tamanduateí-ABC).

De fato, o governo federal firmou um acordo para aplicar R$ 400 milhões nas obras, mas ainda não fez nenhum repasse. O valor total é de R$ 4,1 bilhões.

Haddad e Serra também exploraram os repasses do Ministério das Cidades para a urbanização de favelas em São Paulo. O petista lembrou que havia dinheiro do governo federal no projeto. O tucano disse que o investimento era "obrigação" e que a parcela de recursos era "pequena".

Dados da Secretaria Municipal de Habitação mostram que o governo federal aplicou 19% dos R$ 5 bilhões investidos na urbanização de favelas entre 2005 e junho deste ano - o que equivaleria a quase R$ 1 bilhão em oito anos.

Tucanos e petistas disputaram ainda a autoria do programa de atendimento de gestantes do município. Serra citou como exemplo o Mãe Paulistana, que criou na Prefeitura em 2005. Haddad disse que o projeto foi copiado de Curitiba, inspirado em um plano da gestão Marta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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