Eleição seria difícil com ou sem Serra, avalia João Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, (PT-SP) avaliou que a campanha municipal na cidade de São Paulo esse ano pela reeleição da prefeita Marta Suplicy (PT) "seria difícil com ou sem a entrada do ex-ministro José Serra". João Paulo que participa da Conferência Nacional de Estratégia Eleitoral do PT, na capital paulista, insistiu que a administração de Marta é forte o suficiente para vencer a eleição. "Quando a campanha começar para valer, as pessoas vão perceber a melhora da cidade de São Paulo. Será uma disputa difícil, mas tenho impressão que a prefeita Marta será reconhecida", disse.O parlamentar refutou a análise de que a campanha municipal será caracterizada pela federalização, com o debate concentrado em questões nacionais e preponderantemente de avaliação do governo Lula. Para ele, as questões locais deverão prevalecer mas, por outro lado, garantiu não ver nenhum problema se for preciso debater temais nacionais. Sobre as críticas feitas ontem ao PT pelo PSDB, durante o lançamento da candidatura José Serra a prefeito e no horário eleitoral gratuito dos tucanos, João Paulo Cunha preferiu apenas qualificá-las como "eleitoreiras".Além de João Paulo Cunha, a prefeita Marta Suplicy e o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, estão no evento petista, mas os dois últimos recusaram-se a conceder entrevista.Tabela do IRO Congresso Nacional vai ser "conseqüente" e tentará "ajudar" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cumprir a promessa de corrigir a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) feita no mês passado perante os metalúrgicos do ABC. A garantia foi dada pelo presidente da Câmara dos Deputados, que reforçou ainda que a Câmara está empenhada em unificar todos os projetos sobre o tema na Casa e interagir com o governo federal."Não é só reajustar a tabela. A estrutura do Imposto de Renda é iníqua e precisa ser transformada", disse Ele reconheceu ainda que a aprovação do pedido de urgência feita pelo deputado Gedel Vieira Lima (PMDB-BA) ajudará na tramitação e aceleração desse processo.João Paulo Cunha também comentou a tramitação do novo salário mínimo na comissão mista criada no Congresso. Entre a posição do governo de estabelecer o mínimo de R$ 260 e da oposição, por um valor maior, ele entende que a Câmara deverá se debruçar sobre o tema, prevalecendo o valor que não comprometa o orçamento do País. "Se de fato tem condições de aumentar, não tem que ter receio, tem que enfrentar este debate e oferecer alternativas", complementou.

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