Eleição será 'duríssima', diz presidente do PP

Ciro Nogueira participa na noite de hoje de uma reunião de coordenação no Palácio do Alvorada, quando a cúpula da campanha discutirá o cenário atual

ERICH DECAT, Estadão Conteúdo

27 de agosto de 2014 | 13h37

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), considerou nesta quarta-feira, 27, que a eleição presidencial será "duríssima". A avaliação foi feita um dia depois da divulgação da mais recente pesquisa Ibope, que mostrou a candidata Marina Silva (PSB) vencendo no segundo turno, numa provável disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT).

"Vai ser duríssima essa eleição. Não tem como negar. (O trabalho da campanha) Será muito em cima da rejeição da presidente. A presidente tem que reduzir esse índice de rejeição", falou o dirigente em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Segundo o Ibope, Dilma tem 36% de rejeição, o dobro de Aécio Neves (PSDB). Marina tem 10%.

Ciro Nogueira participa na noite de hoje de uma reunião de coordenação no Palácio do Alvorada, quando a cúpula da campanha discutirá o cenário atual. Apesar de avaliar que a eleição ficou mais difícil, o presidente do PP ressalta que ainda há indefinição no cenário. O maior prejudicado até o momento, na visão do dirigente, é Aécio Neves.

"Tem muito tempo ainda. Ela (Marina Silva) vai virar foco e as pessoas vão passar a conhecê-la mais. Até aqui, ela era candidata da zona sul, da garotada. Agora vamos ver como ela vai se postar quando tiver que demonstrar como vai gerir o País", afirmou.

O dirigente também considerou que a saída de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no início do mês, permite uma maior consolidação de votos pró-Dilma no Nordeste.

"Vai facilitar, porque ela (Marina Silva) é totalmente desconhecida lá (no Nordeste). Não tem força lá", ressaltou.

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