Eleição pode barrar avanço da reforma tributária, diz Chinaglia

A reforma tributária que o Planaltopretende apresentar até fevereiro ao Congresso precisaria seraprovada no primeiro semestre ou dificilmente será votadadevido as eleições municipais de outubro, disse na sexta-feirao presidente da Câmara dos Deputados. Em visita a Washington, a caminho do Japão, o deputadoArlindo Chinaglia (PT-SP) descartou a possibilidade de chegar aum acordo com a oposição sobre o polêmico assunto. "Se (a reforma) não avançar no primeiro semestre é muitodifícil que avance, porque temos eleições municipais", afirmouChinaglia a jornalistas na sede da embaixada brasileira. Para o deputado, a idéia é trabalhar com "objetivos" paraabordar o tema, como acabar com a guerra fiscal, mas reconheceuque será difícil fazer uma reforma "ampla" ou "revolucionária"porque o assunto divide governadores e será difícil chegar aconsenso com a oposição. "Esse é um tema que divide também a oposição. Eu nãotrabalho com a hipótese de que vai haver acordo", acrescentou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegeu a reformatributária como prioridade do governo este ano e, de algumaforma, deve buscar financiamento para os recursos perdidos coma não renovação da CPMF. Com a agenda legislativa apertada pelas eleições, Chinagliadisse que mandou carta aos deputados solicitando a realizaçãode sessões -- normalmente realizadas de terça a quinta-feira--também as segundas-feiras. O presidente da Câmara espera que o governo diminua o usode medidas provisórias para que a votação dos projetoslegislativos avance, já que elas têm prioridade frente aosprojetos legislativos. Reconheceu, porém, a lentidão da Câmarapara aprovar projetos. O deputado viajará ao Japão a convite do parlamento local,no contexto das comemorações dos 100 anos da imigração japonesaao Brasil. (Reportagem de Adriana Garcia, Editada por Mair PenaNeto)

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