Eleição não será definida por gênero, diz marqueteiro tucano

Luiz Gonzalez não acredita que possibilidade de mulheres concorrerem à presidência irá influenciar o pleito

Rodrigo Alvares, do estadao.com.br,

15 Outubro 2009 | 18h57

Marqueteiro das principais campanhas eleitorais tucanas dos últimos 20 anos, o jornalista Luiz Gonzalez não acredita que a possibilidade de o País ter duas mulheres concorrendo à Presidência da República tenha grande influência nas eleições de 2010. "A questão de gênero é mais um target para alcançar", disse, durante o seminário Efeito Obama, realizado em um hotel na capital paulista.

 

Ele disse também que o histórico do candidato é mais importante, mas não fundamental. "Se agenda da campanha fosse a experiência, Ulysses Guimarães teria vencido em 1989". Em outro exemplo, mencionou a eleição presidencial de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) venceu graças ao sucesso do Plano Real pouco antes do pleito.

 

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Em relação à candidatura de Dilma Rousseff, Gonzalez advertiu que a única campanha possível para ela é insistir de que representa a continuidade do governo Lula. Caso use o mote "vote em mim porque sou mulher", a ministra terá problemas, na visão do consultor.

 

No caso do governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), entretanto, Gonzalez afirma que o histórico político do tucano deve ser usado como o principal ativo eleitoral para sua campanha presidencial.

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