Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Eleição mostrou que MDB do Senado saiu rachado, diz Simone Tebet

Renan Calheiros venceu a correligionária e vai disputar nesta sexta-feira a presidência da Casa

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2019 | 09h11

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), que foi derrotada por Renan Calheiros (MDB-AL) na reunião que escolheu, ontem, o candidato do partido à Presidência do Senado, disse que a votação mostrou um racha dentro da legenda e que isso pode favorecer outros postulantes ao cargo que não o alagoano.

Em entrevista concedida há pouco para a Rádio Eldorado, Tebet ainda sinalizou que não irá tentar uma candidatura avulsa. "Não sou candidata de mim mesma. Já são oito candidaturas - acredito que algumas vão cair e que restarão menos, cinco talvez -, basta nos unir", afirmou. "Estive em contínua conversa com outros senadores e vai acontecer outra reunião hoje. Tenho simpatia pelos senadores Álvaro Dias, Tasso Jereissati e Esperidião Amin."

Sobre a eleição no Senado, a senadora sul-mato-grossense disse esperar uma sessão tumultuada, uma vez que a oposição a Renan vai pedir a abertura dos votos. "Essa questão (voto aberto ou fechado) vai significar eleger ou não um presidente do Senado. A votação aberta é fundamental, por isso vai ter questionamento, questão de ordem".

Tebet argumentou que, apesar do entendimento hoje ser de que a votação é fechada, o Plenário é soberano. No fim, disse, irá prevalecer o entendimento da mesa. "O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), como único remanescente da mesa, deveria presidir a sessão. Mas como ele também é candidato, não sei poderá fazê-lo", comentou. "Se não for ele, o entendimento é que o comando seja de Valdir Maranhão, que é o senador mais velho e que, provavelmente, não vai querer abrir o Plenário."

Saída 

Tebet afirmou considerar ter saído vitoriosa da reunião, pois ela teria mostrado que há espaço para mudança dentro do MDB, e que não pretende deixar o partido num primeiro momento. "Sair agora porque fui derrotada seria oportunismo de minha parte. E por que ir para outra sigla se podemos fazer mudança dentro do partido?", questionou. "Não tenho interesse em mudar esse ano, até porque é ano de renovação. O MDB escolhe um novo presidente e uma nova Executiva. Estamos trabalhando nesse processo."

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