Eleição indireta no DF tem 10 candidatos inscritos

As inscrições dos candidatos ao cargo de governador do Distrito Federal foram abertas no dia 25 de março, mas só hoje, prazo final, as dez chapas concorrentes se registraram. A escolha do sucessor de José Roberto Arruda (ex-DEM) será feita pela Câmara Legislativa, numa eleição indireta, no dia 17 de abril. O novo governador tomará posse no dia 19 de abril e cumprirá mandato até 31 de dezembro deste ano.

CAROL PIRES, Agência Estado

07 de abril de 2010 | 19h53

Os candidatos representam o PT, PCdoB, PR, PSL-PTN, PV, PMDB, PRTB, PSDC, PTB e PMDB. Além dos registros oficiais, houve um 11º registro, como forma de protesto. Sob a sigla PPN - Partido dos Pães Nacionais - um grupo de estudantes lançou "Tony Panetone" e "Bezerra Dourada" como candidatos, como forma de ironizar os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz.

Como esperado, o governador interino Wilson Lima lançou candidatura pelo PR. Mas surpreendeu ao registrar Jucivaldo Salazar Pereira, tesoureiro do partido, como candidato a vice. A expectativa era de que o PMDB o apoiasse, formando, assim, a chapa mais forte. O PMDB tem três deputados distritais e o PR, um. Juntos, também agregariam seis votos do PRB, PSDB, PP e PRP, que, agora, estão divididos entre um e outro. O PMDB lançou Rogério Rosso, ex-presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), como candidato.

É esperado, porém, que até o dia 17 diversos partidos desistam. Sem conseguirem chegar a um acordo até o final do prazo, que acabou às 18h de hoje, todos se inscreveram por precaução.

Os partidos de oposição apresentaram duas chapas. O PT escolheu disputar a eleição com Antônio Ibañez, ex-secretário de Educação do DF. Pelo PCdoB concorrerá Messias de Souza, que até a semana passada era assessor especial de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Em outubro, Messias pretende concorrer ao cargo de governador para um mandato de quatro anos.

De última hora, o DEM, que pretendia concorrer à eleição com o suplente de deputado Osório Adriano, desistiu, por pressão da cúpula nacional do partido. José Roberto Arruda foi o único governador eleito pelo DEM em 2006, mas acabou acusado de chefiar um esquema de corrupção no governo do DF, está preso por tentativa de suborno a uma testemunha, e teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária.

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