Eleição em Guarulhos atrai grandes figuras nacionais

Pela primeira vez, disputa na cidade reúne presidente da República, ministros, governador e outros líderes

Moacir Assunção, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2008 | 00h00

Na última semana antes da eleição, os candidatos que disputam o segundo turno em Guarulhos, Sebastião Almeida (PT) e Carlos Roberto (PSDB), intensificam suas campanhas em busca dos últimos eleitores indecisos. Esta campanha municipal tem alguns ingredientes novos. Talvez pela primeira vez em sua história, a cidade - que tem o segundo maior colégio eleitoral do Estado - recebeu a visita de alguns dos mais importantes personagens da República para apoiar um ou outro candidato.Estiveram em Guarulhos, em defesa da candidatura do petista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Dilma Rousseff, Luiz Dulci e Tarso Genro. Do lado tucano, o governador José Serra, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM), o ex-governador e candidato derrotado na capital Geraldo Alckmin emprestaram apoio a Roberto. Alckmin, aliás, estará hoje na cidade.ESTRATÉGIASVitorioso no primeiro turno, com 47,22% dos votos , Almeida afirmou que manterá, nesta última semana, o mesmo roteiro que tem sido sua marca nas eleições: carreatas, principalmente pelos bairros periféricos, com o atual prefeito Elói Pietá (PT) a tiracolo. "Vamos intensificar o corpo-a-corpo e ampliar, cada vez mais, o diálogo com a população." Com relação à ida de personalidades nacionais para apoiar os candidatos na cidade, o petista disse que isso qualifica o debate. "Guarulhos é uma cidade estratégica para os dois partidos, sem dúvida. É natural que os líderes nacionais das duas legendas compareçam."Segundo colocado no primeiro turno, com 23,74% dos votos, Roberto, por sua vez, também aposta na campanha de rua para derrotar o adversário. "Vamos fortalecer mais a propaganda de rua, já que não temos programa eleitoral de TV na cidade. Nossa mídia é o caminhão de som e pretendemos potencializar seu uso", comentou. Para reforçar a comparação com a capital, o tucano cunhou, nos últimos dias, o apelido de "Pietaxa" ao prefeito. O petista disse ter perguntado a ele, sem resposta, qual o imposto criado por Pietá.

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