Eleição em Campos (RJ) não contará com Exército e Polícia

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, desembargador Marcus Faver, descartou ontem a possibilidade de intervenção do Exército e da Polícia Federal (PF) para garantir a segurança das eleições em Campos, no norte fluminense, como haviam solicitado adversários políticos da governadora Rosinha Garotinho (PMDB) e de seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho.Pelo menos seis pessoas ficaram feridas na noite de quinta-feira, durante tiroteio em comício do candidato a prefeito Carlos Alberto Campista (PDT). Um dos feridos é Luiz Antônio Alvarenga, um dos coordenadores da campanha do PDT na cidade, baleado em uma das pernas. No dia anterior, um adolescente foi baleado em comício do candidato a prefeito Paulo Feijó (PSDB).A família Garotinho é de Campos e apóia o peemedebista Geraldo Pudim. Feijó é apontado como favorito, e Campista é apoiado pelo atual prefeito de Campos, Arnaldo Vianna (PDT).PDT e PSDB afirmam que a Polícia Militar (PM), controlada por Garotinho, secretário da Segurança do Estado, não estava presente nos dois comícios. Os dois candidatos encaminharam petição conjunta à Justiça Eleitoral.Intervenção desnecessáriaA Assessoria de Imprensa do TRE informou ontem que a juíza Maria Tereza Andrade, responsável pela fiscalização eleitoral em Campos, considerou desnecessária a intervenção do Exército ou da PF no município. "Foram casos de violência urbana que não têm nada a ver com política", disse ela, de acordo com a Assessoria.O comandante do Batalhão da PM em Campos, tenente-coronel Mário Pinto, afirmou que as pessoas baleadas nos comícios são acusadas de envolvimento com tráfico de drogas. Segundo ele, houve briga entre gangues rivais. "Todos os que foram atingidos nos dois comícios estão devendo à Justiça. Os casos foram desvendados em menos de 48 horas e quatro pessoas estão presas", disse o coronel.Ontem, durante o programa de rádio `Encontro Marcado com Garotinho´, o secretário da Segurança comentou o episódio: "Foi uma garotada, não sei se estavam drogados, que foi para o show, discutiram e deram tiros nas pessoas. Não teve nada de política." Campista e Feijó não foram localizados pela reportagem.

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