Eleição de 2014 baliza alianças em São Paulo

O 2.º turno no Estado de São Paulo já evidencia uma queda de braço entre PT e PSDB pela eleição de 2014, quando o governador tucano Geraldo Alckmin e a presidente petista Dilma Rousseff tentarão se reeleger. O cenário mostra ainda que o PT trabalhou para fortalecer aliança com o PSD, de Gilberto Kassab, hoje adversário na eleição na capital.

JULIA DUAILIBI, FERNANDO GALLO E DANIEL BRAMATTI, Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 09h57

No 1.º turno, o PSD ganhou o apoio dos petistas em 24 cidades pelo Estado. Os tucanos apoiaram candidatos do PSD em 15 municípios. Das seis cidades do interior nas quais o PSDB disputa o 2.º turno, em duas há apoio do PSD: Franca, onde o partido praticamente não existe, e Sorocaba. A legenda de Kassab apoia os petistas em três cidades no 2.º turno. Além disso, PT e PSD costuraram parcerias estratégicas. Estão juntos no único município em que o PSD disputa a eleição no domingo, Ribeirão Preto, e na terceira maior cidade do Estado, Campinas. Em Ribeirão, Kassab articulou com o presidente estadual do PT, Edinho Silva, o apoio a prefeita Dárcy Vera.

A eleição de 2014 baliza as alianças em São Paulo. O PT colocou como condição para apoiar outras candidaturas a construção de palanque para Dilma.

Do lado tucano, o governador articula diretamente o apoio a prefeitos que são potenciais aliados em 2014. Recebeu o presidente do PDT, Carlos Lupi, no último dia 10, para amarrar o apoio do partido em Campinas ao seu candidato, Jonas Donizette (PSB). Na terça-feira, conversou com o candidato derrotado do PSB em Franca, Marco Aurélio Ubiali. Conseguiu que a legenda apoiasse o candidato tucano na cidade, Alexandre Ferreira, que tem como adversária a candidata do PP, Delegada Graciela, apoiada pelos petistas.

As articulações entre PT e PSD pelo Estado já pavimentam uma aliança para 2014. Kassab tem hoje interlocução mais frequente com os petistas Edinho Silva e Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, do que com a direção do PSDB estadual, ligado a Alckmin. Com a força que sua legenda ganhou - além de ser hoje a terceira maior bancada no Congresso, o PSD emplacou 494 prefeitos -, Kassab está prestes a embarcar no governo federal.

Seu partido terá um ministério.

O prefeito ensaiou aliança com o PT no 1.º turno na cidade de São Paulo, mas teve de abortar o plano com a entrada de Serra na disputa. Apesar disso, Kassab atuou a favor dos petistas em outras praças importantes, como Belo Horizonte, onde rompeu a aliança com o PSB para apoiar o PT, de Patrus Ananias.

A tendência é que o PSD caminhe com o PT na eleição para o governo estadual em 2014. O Estado apurou que a sigla quer uma das três vagas majoritárias na próxima eleição: governador, vice-governador ou senador.

A aliança entre as duas legendas, no entanto, depende do resultado das urnas no domingo. Embora aliados de Kassab digam que o compromisso com Serra era para 2012, a aproximação com o PT pode ser postergada, caso o tucano vença as eleições. Fortalecido pela vitória, Serra trabalharia para manter o seu grupo unido em torno de Alckmin - o governador e o prefeito não têm boa relação política. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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