''Ele informou a quem de direito'', diz advogado

O advogado Paulo Esteves, defensor do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Destacamento de Operações de Informações (DOI) de 1970 a 1974, disse que não havia interesse de seu cliente em "ocultar nada". Esteves afirmou que o documento em que Ustra detalha a morte do militante Antônio dos Três Reis Oliveira seria uma prova disso. "Se alguma autoridade negou que esse rapaz morreu ou foi preso, essa autoridade não foi o Ustra."Segundo Esteves, a morte de Oliveira ocorreu seis meses antes de Ustra assumir o DOI (novembro de 1970). "Era informação que já existia, mas não tinha caráter público. Alguém pôs obstáculo à sua divulgação, mas não ele", afirmou o advogado. Esteves disse ainda que outra hipótese que pode justificar o fato é a "desorganização dos arquivos", daí a informação sobre a morte de Oliveira ter permanecido numa pasta sobre o Exército."Houve tiroteio e ele (Oliveira) morreu. Meu cliente confirma as informações na forma em que estão no documento. Não houve ocultação de cadáver, pois ele foi enviado ao Instituto Médico-Legal para análise. Não há nada de estranho ou ilegal. Se a informação se perdeu não foi culpa de Ustra, que informou a quem de direito", disse. Para Esteves, é irrelevante, do ponto de vista penal, o documento e, após a Lei 9.140/95, não há mais prejuízo à família, pois ela tem direito à indenização reconhecida pelo Estado brasileiro.

, O Estadao de S.Paulo

01 de agosto de 2009 | 00h00

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