Eis a denúncia da "Veja" sobre o ministro Bezerra

Eis um resumo da denúncia da revista "Veja" desta semana sobre irregularidades no uso de verba da Sudene por empresa ligada ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. O resumo está em um quadro da própria revista: Um investimento que nunca acabaO ministro Fernando Bezerra foi dono da Metasa de 1989 a 1998. Nesse período, a Sudene liberou R$ 3,9 milhões para a empresa, de um total de R$ 6,67 milhões. Até hoje, porém, o projeto da Metasa está em fase de implantação1986 - O projeto é aprovadoA Metasa aprova na Sudene um projeto para produzir ligas de ferro no interior do Rio Grande do Norte. Dos R$ 11,6 milhões previstos para o projeto, R$ 6,67 milhões sairiam da Sudene. Na época, a empresa ainda não pertencia ao ministro Fernando Bezerra. Um dos diretores era Benivaldo Alves de Azevedo, o amigo de 40 anos que o ministro demitiu recentemente1989 - Bezerra vira presidenteO ministro Fernando Bezerra, um dos principais acionistas da Metasa, assume a presidência do conselho de administração. Em 12 de dezembro, o conselho aprova as contas referentes aos dois anos anteriores, mas registra que a companhia está "em fase pré-operacional"1991 - O dinheiro começa a sairA Sudene começa a liberar recursos para a Metasa. A primeira parcela, de R$ 152.700, sai em 22 de fevereiro1994 - Bezerra sai, assume o filhoAté aqui, a empresa já recebera o equivalente a R$ 2,2 milhões da Sudene, mas o projeto continua em fase de implantação. Em dezembro, Bezerra renuncia à presidência do conselho de administração. Em seu lugar assume seu filho, o engenheiro Hènio Bezerra. Também toma posse no conselho a mulher do ministro, Candida Maria de Araújo Bezerra1998 - Bezerra vende a empresaA essa altura, a empresa já recebem R$ 3,9 milhões da Sudene, mas o projeto para produzir ligas de ferro ainda se encontrava em fase de implantação, segundo a Sudene. No fim do ano, Bezerra vende sua parte na empresa, de 65%, e deixa a sociedade2001 - Ainda não funcionaDe acordo com a Sudene, R$ 6,6 milhões já deixaram os cofres públicos em direção ao caixa da Metasa. Isso corresponde a 98,9% do total de recursos do orgão previstos para o projeto. Falta, portanto, apenas 1,1% a ser liberado, ou R$ 70.000. Ainda assim, de acordo com a Sudene, a empresa permanece em "fase de implantação".

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