Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Eike se reservou ao direito de somente falar em juízo, diz advogado

Empresário prestou depoimento e permaneceu quase 4h na sede da Polícia Federal; advogado disse que 'a princípio' não há possibilidade de delação

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2017 | 16h00

RIO - O empresário Eike Batista não respondeu às perguntas dos procuradores e delegados da força-tarefa da Lava Jato. Segundo o seu advogado, Fernando Martins, "seguindo orientação da defesa, Eike se reservou ao direito de somente falar em juízo".

Eike prestou depoimento na Polícia Federal, na noite desta terça-feira, 31. Ele permaneceu 3h45 na superintendência, na zona portuária. O criminalista disse, na ocasião, que "a princípio não há possibilidade de delação" por parte do empresário. 

Antes de embarcar dos EUA (onde estava foragido) para o Brasil, Eike sinalizou em entrevistas que pretendia colaborar com as investigações, ao afirmar que vai mostrar "como as coisas são". 

Propina. O empresário é um dos nove alvos da Operação Eficiência, deflagrada na quinta-feira, 26. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio. 

A Operação investiga um esquema que teria lavado ao menos US$ 100 milhões em propinas para o grupo político do ex-governador Sérgio Cabral, atualmente preso em Bangu 8. O empresário é acusado de pagar propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio.

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