Eike nega irregularidades e diz que acusação é 'erro gigantesco'

Segundo a PF, mineradora do presidente da EBX teria cometido irregularidades em licitação no Amapá

Tatiana Freitas, da AE

14 de julho de 2008 | 14h02

O presidente da EBX, Eike Batista, afirmou nesta segunda-feira, 14, que pretende apresentar uma notificação formal ao Ministério da Justiça a respeito das acusações divulgadas na última sexta-feira envolvendo a MMX, empresa controlada do grupo, que resultaram na busca de documentos na casa do empresário, no Rio de Janeiro. Durante teleconferência com analistas, Batista reafirmou que a mineradora de seu grupo não cometeu irregularidades em licitação no Amapá, conforme investigações da Polícia Federal. Na conferência, ele disse que estuda a possibilidade de ser preparada uma notificação formal, com a finalidade de minimizar os danos causados pelas denúncias.  Veja também:Eike Batista: o 3º homem mais rico do Brasil  Após seis horas, PF deixa empresa de Eike levando documentosMMX Amapá nega que tenha cometido irregularidades  As ações da Polícia Federal no governo LulaOGX e MMX despencam após busca na casa de Eike BatistaEike Batista é alvo da PF em ação contra fraude em licitação O empresário afirmou, durante a conferência, que teve acesso aos arquivos da Polícia Federal, o que possibilitou a conclusão de que as acusações apresentadas são infundadas. Eike também ressaltou que o seu nome não é citado em nenhum momento nos arquivos da Polícia Federal. O executivo não atacou o trabalho da PF e disse que as "pessoas cometem enganos". "E este é um erro gigantesco", acrescentou. Em linha com o comunicado divulgado na última sexta-feira, o executivo reafirmou que a MMX não tem atividades de ouro no País e que, portanto, a denúncia de desvio de ouro lavrado nas minas do interior do Estado do Amapá não tem fundamento. Ele também reafirmou que o processo licitatório da concessão da estrada de ferro do Amapá, que liga os municípios de Serra do Navio e Santana, ocorreu dentro dos trâmites legais. Hoje, a concessão é administrada pela MMX Amapá, que teve o controle vendido no início do ano para a Anglo-American. Durante a conversa com analistas, o diretor Jurídico da EBX, Paulo Gouvêa, afirmou que o próprio fato de a transferência dos ativos ter sido aprovada pela companhia sul-africana comprova a legalidade da concessão.

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